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24 agosto 2017
Como a Renault deve disputar a F1 em 2018?
A Renault segue com o plano de expansão do programa da Fórmula 1 e tem aumentado progressivamente o orçamento da equipe na categoria. Para seguir com essa expansão da forma adequada, o time demora em escolher o segundo piloto para seguir no rumo certo em 2018.
PILOTOS
O time francês já tem Nico Hülkenberg garantido por contrato até o final de 2018. O bom trabalho do alemão ao longo da primeira metade dessa temporada não fez com nenhuma parte procurasse outros caminhos.
A segunda vaga tem um grande ponto de interrogação. Jolyon Palmer é um dos dois dos pilotos regulares da categoria que ainda não marcou pontos e é constantemente ameaçado por notícias de substituição antes mesmo do fim dessa temporada. Vários pilotos são especulados para o lugar do inglês.
O primeiro é Fernando Alonso. O espanhol é indicado para fazer a terceira passagem pelo time de Enstone depois de um novo período melancólico na McLaren. Alonso quer um carro campeão e esse não é o caso da Renault neste momento. Bicampeão pelo time em 2005 e 2006, hoje Alonso faria parte do processo de reconstrução, algo não muito bem quisto pelo espanhol.
Carlos Sainz Jr. é a segunda opção. A Renault tem que pagar a rescisão com a Red Bull, mas teria um piloto mais do que experimentado em seus cockpits e que poderia ajudar no processo de evolução. Outro que segue neste mesmo perfil e chegou a ser anunciado pela Renault para 2017 foi Sergio Pérez. O mexicano ainda é apontado nessa briga para ocupar uma vaga em Enstone e repetir a dupla que fez com Hülkenberg na Force India.
A última opção é uma clara aposta da Renault. Um dos grandes nomes do time para 2011, o polonês Robert Kubica acabou deixando de forma forçada o projeto após uma acidente durante uma prova de rali. Depois uma longa recuperação, Kubica foi convidado para andar com os carros da equipe em junho e agosto deste ano e agradou demais. Também é certo que o polonês vai andar com o carro do time em alguns treinos livres de GPs até o fim da temporada. Só depois disso que deve sair uma definição de quem vai ocupar o segundo assento da Renault em 2018.
Lembre-se que boa parte do que foi falado nesta postagem ainda não passa de mera especulação neste momento.
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16 julho 2017
F1 2017 - GP da Inglaterra - Hamilton faz Grand Chelem e encosta em Vettel no campeonato
Twitter / Formula 1 (@F1)
Lewis Hamilton sobrou no GP da Inglaterra e conquistou o terceiro Grand Chelem - corrida em que conquistou a pole, volta mais rápida, vitória e liderou todas as voltas da corrida - da carreira. Para completar o domingo de festa de Hamilton, Sebastian Vettel teve um furo de pneus nas voltas finais e terminou apenas em sétimo fazendo a diferença entre os dois no campeonato cair para apenas um ponto. Valtterri Bottas terminou em segundo, Kimi Raikkonen em terceiro e Daniel Ricciardo que largou em último fechou a corrida na quinta colocação. Felipe Massa completou a zona de pontuação no décimo lugar.
Lewis Hamilton teve outra corrida mais que dominante. O inglês repetiu o desempenho do GP da China e sobrou na ponta. O Grand Chelem também foi conquistado porque os pilotos da Ferrari e da Red Bull pararam mais cedo para a troca de pneus. Sem pressão, Hamilton acabou contando com a sorte no final da prova para encostar de vez em Vettel na briga pelo campeonato, mas isso é assunto para mais tarde.
Com a vitória de hoje, Hamilton igualou a marca de Jim Clark e Alain Prost de cinco vitórias no GP da Inglaterra. Essa é a quarta vitória consecutiva do inglês da Mercedes em Silverstone, a primeira aconteceu no conturbado GP da Inglaterra de 2008, quando ainda corria pela McLaren.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Valtteri Bottas largou da nona posição e em sete voltas já era o quinto colocado apenas atrás de Hamilton, Kimi Raikkonen, Max Verstappen e Sebastian Vettel. O finlandês andou em uma estratégia diferente dos líderes e chegou a ser um problema para Verstappen e Vettel antes das paradas. Depois de todas as paradas regulares, Bottas era o quarto, em seguida pressionou Vettel e causou essa travada da imagem acima. O finlandês ainda ganhou o segundo lugar com o problema enfrentado por Raikkonen nas últimas voltas da corrida.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Kimi Raikkonen talvez tenha sido o piloto mais injustiçado do final de semana. O finlandês fez uma boa classificação conseguindo largar em segundo e manteve-se nessa posição ao longo de toda a prova. Para o cenário ser melhor ainda para o "Iceman", ele tinha uma vantagem confortável para manter Vettel longe de uma troca de posições. A troca de pneus da Ferrari aconteceu mais cedo que a da Mercedes na tentativa de passar/ganhar tempo em relação aos adversários na pista. Acontece que os italianos acabaram pagando caro no final da prova. Raikkonen foi a primeira vítima com um pneu furado na antepenúltima volta. O finlandês perdeu o segundo lugar, mas conseguiu o terceiro graças aos problemas de Verstappen e Vettel. Ao final da prova era clara a insatisfação de Raikkonen com os problemas de pneus das últimas voltas.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Se Raikkonen foi prejudicado tendo o furo de pneus perto dos boxes, Vettel teve um furo de pneu na metade da pista, saiu do asfalto e andou metade da volta com um pneu furado. O alemão havia conquistado a posição de Verstappen na base da estratégia, mas viu o pneu furar na penúltima volta da corrida. Vettel caiu do terceiro para o sétimo lugar arrasando com toda a vantagem que tinha havia construído no campeonato até o momento.
Max Verstappen fez outra corrida "feijão com arroz". O holandês buscava terminar a corrida depois de uma sequência de três abandonos. Verstappen acabou perdendo as posições para Vettel e Bottas na troca de pneus, mas seguia fazendo uma boa corrida. O garoto foi um dos primeiros a reclamar dos pneus, também acabou sofrendo com o desgaste e foi obrigado a parar e fazer uma segunda troca de pneus, mas ainda salvou um quarto lugar.
Daniel Ricciardo fez uma corrida maravilhosa em Silverstone. O australiano largou em 19º, escalou o grid muito bem e antes da parada já estava dentro da zona de pontuação. Ricciardo deu 33 voltas com o pneu supermacio, colocou o macio e foi para cima do grupo de pilotos dentro do Top 10. No final, Ricciardo terminou em quinto e ainda foi considerado pelo público o melhor piloto do dia.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Se a corrida da Ferrari foi ruim, a da Toro Rosso foi pior ainda. Logo na primeira volta, Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr. disputavam posições e no complexo da Becketts o russo saiu da pista, mas quando retornou bateu em Sainz e causou a única bandeira amarela da prova. Sainz saiu da corrida logo na primeira volta. Kvyat recebeu um Drive Through e outros dois pontos na carteira. O russo só terá pontos descontados em outubro perto da corrida dos Estados Unidos.
Twitter / Formula 1 (@F1)
A Renault teve uma prova de altos e baixos. Para os franceses, começou com Jolyon Palmer abandonando antes mesmo da largada e obrigando uma segunda volta de apresentação. Sem um carro, o time concentrou-se no outro carro que estava dentro da zona de pontuação. Nico Hülkenberg correu bem e manteve-se entre os dez primeiros durante toda a prova e ainda fechou em sexto marcando mais alguns pontos que o recolocaram dentro do Top 10 do campeonato.
O brasileiro Felipe Massa que mais uma vez sofreu com a Williams que não aqueceu os pneus durante a classificação fez outra prova de recuperação. O #19 largou bem e já beliscava os pontos nas primeiras voltas. Massa conseguiu algumas ultrapassagens ao longo da prova e fechou em décimo para marcar um pontinho.
Aqui vai um destaque especial para Marcus Ericsson. O sueco não anda sabendo lidar com ultrapassagens, no caso, quando ele é ultrapassado. Na corrida de hoje, ele jogou o carro para cima de Pascal Wehrlein, prejudicou o companheiro de equipe, e mais tarde abriu a trajetória quando era ultrapassado por Romain Grosjean na parte final da prova. O curioso é que os comissários não fizeram nada, mesmo as manobras do sueco sendo claramente propositais.
Twitter / Formula 1 (@F1)
O campeonato pegou fogo mais uma vez. Agora Vettel tem apenas um ponto de vantagem para Hamilton. Bottas também descontou muito da diferença que tem para os líderes, agora o finlandês tem 23 pontos de desvantagem. A briga está entre o trio e deve ganhar contornos bem interessantes na Hungria. Mais atrás Ricciardo mantém-se à frente de Raikkonen enquanto Verstappen retomou o sexto lugar e Massa saiu do Top 10.
Twitter / Formula 1 (@F1)
O Campeonato de Construtores segue amplamente dominado pela Mercedes. Os prateados já tem 55 pontos de vantagem para a Ferrari (330 pontos contra 275 pontos). A Red Bull segue isolada na terceira posição com 174 pontos, o mesmo acontece com a Force India no quarto lugar com 95 pontos. A Williams consegue desgarrar-se na quinta colocação com 41 pontos. A briga esquenta entre o sexto e o oitavo lugares onde a Toro Rosso lidera o grupo com 33 pontos, a Haas aparece em seguida com 29 e a Renault é a oitava com 26. A Sauber e a McLaren seguem fechando a classificação com cinco pontos para os suíços e outros dois para os ingleses.
A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Hungria no dia 30 de julho e é o último antes das férias da categoria.
Caso não consiga assistir a lista de vídeos incorporada acima, você pode vê-la clicando neste link aqui.
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| Hamilton conquistou o terceiro Grand Chelem da carreira |
Lewis Hamilton teve outra corrida mais que dominante. O inglês repetiu o desempenho do GP da China e sobrou na ponta. O Grand Chelem também foi conquistado porque os pilotos da Ferrari e da Red Bull pararam mais cedo para a troca de pneus. Sem pressão, Hamilton acabou contando com a sorte no final da prova para encostar de vez em Vettel na briga pelo campeonato, mas isso é assunto para mais tarde.
Com a vitória de hoje, Hamilton igualou a marca de Jim Clark e Alain Prost de cinco vitórias no GP da Inglaterra. Essa é a quarta vitória consecutiva do inglês da Mercedes em Silverstone, a primeira aconteceu no conturbado GP da Inglaterra de 2008, quando ainda corria pela McLaren.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Bottas pressionou Vettel que deu essa fritada de pneu |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Raikkonen ficou bem chateado mesmo subindo ao pódio pela terceira vez no ano |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Vettel teve um furo de pneu na penúltima volta da corrida |
Max Verstappen fez outra corrida "feijão com arroz". O holandês buscava terminar a corrida depois de uma sequência de três abandonos. Verstappen acabou perdendo as posições para Vettel e Bottas na troca de pneus, mas seguia fazendo uma boa corrida. O garoto foi um dos primeiros a reclamar dos pneus, também acabou sofrendo com o desgaste e foi obrigado a parar e fazer uma segunda troca de pneus, mas ainda salvou um quarto lugar.
Daniel Ricciardo fez uma corrida maravilhosa em Silverstone. O australiano largou em 19º, escalou o grid muito bem e antes da parada já estava dentro da zona de pontuação. Ricciardo deu 33 voltas com o pneu supermacio, colocou o macio e foi para cima do grupo de pilotos dentro do Top 10. No final, Ricciardo terminou em quinto e ainda foi considerado pelo público o melhor piloto do dia.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Sainz foi retirado da corrida pelo companheiro de time, Daniil Kvyat |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Palmer sequer largou com a Renault |
O brasileiro Felipe Massa que mais uma vez sofreu com a Williams que não aqueceu os pneus durante a classificação fez outra prova de recuperação. O #19 largou bem e já beliscava os pontos nas primeiras voltas. Massa conseguiu algumas ultrapassagens ao longo da prova e fechou em décimo para marcar um pontinho.
Aqui vai um destaque especial para Marcus Ericsson. O sueco não anda sabendo lidar com ultrapassagens, no caso, quando ele é ultrapassado. Na corrida de hoje, ele jogou o carro para cima de Pascal Wehrlein, prejudicou o companheiro de equipe, e mais tarde abriu a trajetória quando era ultrapassado por Romain Grosjean na parte final da prova. O curioso é que os comissários não fizeram nada, mesmo as manobras do sueco sendo claramente propositais.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Resultado do GP da Inglaterra de Fórmula 1 |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Campeonato de Pilotos após o GP da Inglaterra |
A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Hungria no dia 30 de julho e é o último antes das férias da categoria.
Caso não consiga assistir a lista de vídeos incorporada acima, você pode vê-la clicando neste link aqui.
27 junho 2017
F1 2017 - GP do Azerbaijão - Ricciardo vence corrida caótica marcada por problemas entre Hamilton e Vettel
Twitter / Formula 1 (@F1)
Daniel Ricciardo venceu o confuso GP do Azerbaijão de Fórmula 1 disputado no último domingo. O piloto da Red Bull contou com uma bela recuperação ao longo de toda a corrida e, principalmente, os problemas envolvendo os favoritos a vitória. Felipe Massa voltou a andar muito bem, mas abandonou com problemas de suspensão. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel chegaram a bater durante um dos períodos de safety-car, claramente esquentando o clima na disputa pelo título de pilotos.
O australiano da Red Bull não teve uma corrida fácil no Azerbaijão. Ricciardo foi obrigado a fazer uma parada para troca de pneus bem prematura por ter detritos em um dos dutos de refrigeração dos freios. O #3 despencou na classificação da corrida, mas recuperou as várias posições assim que o safety-car foi acionado pela primeira vez. Nas relargadas seguintes Ricciardo fez o que sabe fazer de melhor e subiu na classificação da corrida na base das ultrapassagens. O australiano virou um sério candidato a vitória após o problema com o protetor de cabeça de Hamilton e a punição de Vettel. Daí em diante, Ricciardo conduziu brilhantemente o carro para a vitória, a quinta na carreira e a primeira dele em 2017.
Valtteri Bottas também fez outra bela corrida de recuperação. Envolvido em um toque com Kimi Raikkonen na segunda curva da corrida, Bottas chegou a perder uma volta em relação aos líderes e usou muito bem as relargadas para escalar a primeira metade do grid. A segunda metade da corrida foi marcada por uma série de ultrapassagens do finlandês que ainda conquistou o segundo lugar com uma ultrapassagem sobre Lance Stroll nos metros finais da corrida.
Mais uma vez Lance Stroll fez uma bela corrida. O novato da Williams contou com o bom rendimento da Williams em retas e, como no Canadá, teve um desempenho muito sólido ao longo de toda a corrida. Assim como Felipe Massa, Stroll também aproveitou as relargadas para conquistar posições. Com os problemas de Hamilton e Vettel, Stroll chegou ao segundo lugar da corrida. Sem conseguir manter um ritmo que pudesse sustentar o segundo lugar, Stroll acabou permitindo, muito pela inexperiência, a ultrapassagem de Bottas nos metros finais de prova. Mesmo com a ultrapassagem, Stroll conquistou o primeiro pódio dele na categoria e já ajuda a Williams subir na classificação do Campeonato de Construtores.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Largando e terminando no quarto lugar, Sebastian Vettel teve uma corrida de altos e baixos no Azerbaijão. O alemão rapidamente chegou ao segundo lugar graças ao enrosco entre Raikkonen e Bottas e acompanhava o ritmo de Hamilton até as entradas do safety-car. Foi durante uma dessas entradas, a segunda para ser mais específico, que Vettel acertou a traseira de Hamilton - entendendo que o inglês havia feito um teste de freio após a curva - em seguida jogou o carro de forma proposital na Mercedes de Hamilton. O alemão recebeu um Stop and Go de 10 segundos de forma justa, retornou para a pista em sétimo e fez várias ultrapassagens para terminar a corrida em quarto, ainda à frente de Hamilton para manter a liderança do campeonato.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Se Vettel cavou a própria cova no GP do Azerbaijão, Lewis Hamilton foi vítima de um erro da Mercedes. O inglês fazia uma corrida perfeita e não teve a proteção de cabeça do W08 encaixada de forma adequada após a bandeira vermelha. Assim que a corrida voltou ao ritmo normal o problema apareceu e Hamilton foi obrigado a fazer uma parada extra. Situação que o devolveu a pista em nono e atrás de Vettel. Hamilton até tentou ultrapassar Vettel, mas o alemão soube defender-se muito bem para deixar o inglês em quinto.
Um destaque para lá de positivo foi Fernando Alonso. O espanhol da McLaren finalmente conquistou os primeiros pontos para o time inglês e ele próprio nessa temporada. Sempre dentro da zona de pontuação, Alonso chegou a andar no Top 5 da corrida e ainda salvou o nono lugar mesmo com a McLaren MCL23 cheia de problemas no trecho final de prova.
Pascal Wehrlein foi outra boa surpresa na corrida do Azerbaijão. O alemão da Sauber foi um dos pivôs da saída de Monisha Kaltenborn do comando da Sauber - ela entendia que Wehrlein e Marcus Ericsson deveriam ter direitos iguais dentro do time - e não fez feio na corrida deste domingo. O alemão tentou ultrapassar o companheiro de equipe, chegou a tomar uma fechada do sueco, mas conseguiu ultrapassar e fechar a corrida com um bom décimo lugar. Até o momento todos os pontos da Sauber foram marcados por Wehrlein mesmo não tendo participado das duas primeiras corridas da temporada.
Nico Hülkenberg era outro que entraria aqui por ser um destaque positivo da corrida. Entraria. O alemão da Renault estava aproveitando-se dos problemas dos carros à frente e alcançava um excelente quarto lugar até errar a tangencia de uma curva, acertar o muro e abandonar a corrida com a quebra da suspensão dianteira direita. A Renault, que já havia perdido Jolyon Palmer no início da corrida, ficou mais uma vez sem pontos.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Felipe Massa fez uma corrida muito agressiva e despontaria como favorito a vitória se não fosse um problema na suspensão da Williams. O brasileiro, assim como Hülkenberg, aproveitou-se dos problemas dos carros à frente para ganhar posições na corrida. Os pontos altos da corrida de Massa foram as duas primeiras relargadas quando o brasileiro saltou do sexto para o terceiro lugar da corrida. O piloto da Williams saiu da briga assim que a prova foi reiniciada depois da bandeira vermelha, ainda em bandeira amarela, quando o próprio Massa detectou o problema na Williams #19 que o obrigou a abandonar.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Um ponto que ficou muito claro que deve ser melhorado pela organização do GP do Azerbaijão é o do resgate dos carros. Em treinos e principalmente na corrida sempre aconteceu muita demora na retirada dos carros com problemas da pista. Em todas as situações havia demora na entrada do trator para retirar o carro - mesmo com a interferência da direção de prova - e até mesmo na limpeza dos detritos da pista. A segunda bandeira amarela e o acionamento da bandeira vermelha aconteceram muito pela ineficiência dos fiscais em conseguir limpar os detritos do traçado. Querendo ou não, foi algo que influenciou indiretamente no resultado final da corrida.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Para o Campeonato de Pilotos a corrida do Azerbaijão mudou pouca coisa. Na realidade, Vettel ampliou em dois pontos a vantagem que tinha antes da oitava etapa. O alemão agora tem 14 pontos de frente para Hamilton. O que joga contra Vettel é que a segunda metade do campeonato será marcada por uma troca de componentes - provavelmente o turbo - com punição e até a Inglaterra - a segunda etapa depois do Azerbaijão - qualquer punição pode causar uma suspensão de uma prova, ou seja, teremos um Vettel muito mais cauteloso nas próximas duas corridas.
Logo abaixo, Ricciardo assumiu a quarta colocação do campeonato de pilotos e abriu vantagem para Kimi Raikkonen no quinto lugar. Max Verstappen, que abandonou quatro das oito corridas da temporada é o sexto apenas um ponto à frente de Sergio Pérez. Felipe Massa fecha o Top 10 com 20 pontos conquistados e seguido de perto por Nico Hülkenberg (18 pontos) e Lance Stroll (17 pontos).
Twitter / Formula 1 (@F1)
Entre os Construtores, a Mercedes segue na ponta e a prova do Azerbaijão acabou ajudando os prateados. Agora os atuais campeões tem 24 pontos de vantagem para a Ferrari (250 contra 226 pontos) e praticamente se isolam na liderança do campeonato. Red Bull segue firme na terceira colocação e o mesmo acontece com a Force India no quarto lugar. Williams e Toro Rosso duelam pelo quinto lugar enquanto Haas e Renault brigam pelo sétimo posto. A Sauber segue à frente da McLaren, a lanterna do campeonato com dois pontos conquistados até o momento.
A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Áustria entre os dias 07 e 09 de julho.
Texto publicado no dia 06 de julho de 2017, às 19h00m.
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| Ricciardo fez uma bela corrida de recuperação para vencer pela primeira vez em 2017 |
O australiano da Red Bull não teve uma corrida fácil no Azerbaijão. Ricciardo foi obrigado a fazer uma parada para troca de pneus bem prematura por ter detritos em um dos dutos de refrigeração dos freios. O #3 despencou na classificação da corrida, mas recuperou as várias posições assim que o safety-car foi acionado pela primeira vez. Nas relargadas seguintes Ricciardo fez o que sabe fazer de melhor e subiu na classificação da corrida na base das ultrapassagens. O australiano virou um sério candidato a vitória após o problema com o protetor de cabeça de Hamilton e a punição de Vettel. Daí em diante, Ricciardo conduziu brilhantemente o carro para a vitória, a quinta na carreira e a primeira dele em 2017.
Valtteri Bottas também fez outra bela corrida de recuperação. Envolvido em um toque com Kimi Raikkonen na segunda curva da corrida, Bottas chegou a perder uma volta em relação aos líderes e usou muito bem as relargadas para escalar a primeira metade do grid. A segunda metade da corrida foi marcada por uma série de ultrapassagens do finlandês que ainda conquistou o segundo lugar com uma ultrapassagem sobre Lance Stroll nos metros finais da corrida.
Mais uma vez Lance Stroll fez uma bela corrida. O novato da Williams contou com o bom rendimento da Williams em retas e, como no Canadá, teve um desempenho muito sólido ao longo de toda a corrida. Assim como Felipe Massa, Stroll também aproveitou as relargadas para conquistar posições. Com os problemas de Hamilton e Vettel, Stroll chegou ao segundo lugar da corrida. Sem conseguir manter um ritmo que pudesse sustentar o segundo lugar, Stroll acabou permitindo, muito pela inexperiência, a ultrapassagem de Bottas nos metros finais de prova. Mesmo com a ultrapassagem, Stroll conquistou o primeiro pódio dele na categoria e já ajuda a Williams subir na classificação do Campeonato de Construtores.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Vettel foi obrigado a cumprir um Stop and Go por bater em Hamilton durante o Safety Car |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Hamilton teve um problema com o protetor de cabeça que o tirou da liderança da corrida |
Um destaque para lá de positivo foi Fernando Alonso. O espanhol da McLaren finalmente conquistou os primeiros pontos para o time inglês e ele próprio nessa temporada. Sempre dentro da zona de pontuação, Alonso chegou a andar no Top 5 da corrida e ainda salvou o nono lugar mesmo com a McLaren MCL23 cheia de problemas no trecho final de prova.
Pascal Wehrlein foi outra boa surpresa na corrida do Azerbaijão. O alemão da Sauber foi um dos pivôs da saída de Monisha Kaltenborn do comando da Sauber - ela entendia que Wehrlein e Marcus Ericsson deveriam ter direitos iguais dentro do time - e não fez feio na corrida deste domingo. O alemão tentou ultrapassar o companheiro de equipe, chegou a tomar uma fechada do sueco, mas conseguiu ultrapassar e fechar a corrida com um bom décimo lugar. Até o momento todos os pontos da Sauber foram marcados por Wehrlein mesmo não tendo participado das duas primeiras corridas da temporada.
Nico Hülkenberg era outro que entraria aqui por ser um destaque positivo da corrida. Entraria. O alemão da Renault estava aproveitando-se dos problemas dos carros à frente e alcançava um excelente quarto lugar até errar a tangencia de uma curva, acertar o muro e abandonar a corrida com a quebra da suspensão dianteira direita. A Renault, que já havia perdido Jolyon Palmer no início da corrida, ficou mais uma vez sem pontos.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Massa fez uma corrida, mas abandonou com problemas na suspensão da Williams #19 |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Os resgates de carros e limpeza da pista foram o maior problema ao longo de toda a corrida no Azerbaijão |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Resultado do GP do Azerbaijão de Fórmula 1 |
Logo abaixo, Ricciardo assumiu a quarta colocação do campeonato de pilotos e abriu vantagem para Kimi Raikkonen no quinto lugar. Max Verstappen, que abandonou quatro das oito corridas da temporada é o sexto apenas um ponto à frente de Sergio Pérez. Felipe Massa fecha o Top 10 com 20 pontos conquistados e seguido de perto por Nico Hülkenberg (18 pontos) e Lance Stroll (17 pontos).
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| Campeonato após o GP do Azerbaijão |
A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Áustria entre os dias 07 e 09 de julho.
Texto publicado no dia 06 de julho de 2017, às 19h00m.
21 fevereiro 2017
Renault R.S.17
Twitter / Renault Sport F1 (@RenaultSportF1)
A Renault apresentou em Londres, no final da manhã desta terça-feira, o novo R.S.17. O segundo carro da equipe depois de anos afastada da principal da categoria e o primeiro feito de fato pela montadora francesa, afinal de contas, o carro de 2016 já estava pronto quando a Renault retomou o espólio da Lotus.
Com a pintura muito mais preta que na temporada passada, o novo R.S.17, da Renault, tem várias mudanças em relação ao RS16. Além das alterações causadas pelo regulamento - asa traseira mais larga e mais baixa, asa dianteira em "V" e maior, além de ser mais largo e receber os pneus maiores - o carro francês tem muitas diferenças para o último modelo feito pela Lotus.
A traseira é menor, a tampa do motor conta com a volta da barbatana - artifício que tanto Sauber quanto Williams já mostraram que terão -, as aletas próximas das entradas de ar laterais foram completamente remodeladas, as próprias entradas de ar ficaram menores e, como no carro da Williams, o bico tem uma saída de um duto de ar na altura da suspensão dianteira. Outra coisa que chama a atenção no bico é a "língua" repetindo as duas adversárias. O grande destaque é a entrada de ar, maior, dividida em três no Santo Antônio - acima da cabeça dos pilotos.
Twitter / Renault Sport F1 (@RenaultSportF1)
Os pilotos para 2017 serão Nico Hülkenberg - que vem de três temporadas na Force India e terá a primeira oportunidade em uma equipe de fábrica - e o inglês Jolyon Palmer - que já correu pela equipe francesa na temporada passada.
Claro que o objetivo dos franceses é melhorar o desempenho do time. Segundo os dirigentes da equipe, o quinto lugar no Campeonato de Construtores é onde o time quer chegar em 2017.
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| O R.S. 17 vem com muito mais preto que o antecessor |
Com a pintura muito mais preta que na temporada passada, o novo R.S.17, da Renault, tem várias mudanças em relação ao RS16. Além das alterações causadas pelo regulamento - asa traseira mais larga e mais baixa, asa dianteira em "V" e maior, além de ser mais largo e receber os pneus maiores - o carro francês tem muitas diferenças para o último modelo feito pela Lotus.
A traseira é menor, a tampa do motor conta com a volta da barbatana - artifício que tanto Sauber quanto Williams já mostraram que terão -, as aletas próximas das entradas de ar laterais foram completamente remodeladas, as próprias entradas de ar ficaram menores e, como no carro da Williams, o bico tem uma saída de um duto de ar na altura da suspensão dianteira. Outra coisa que chama a atenção no bico é a "língua" repetindo as duas adversárias. O grande destaque é a entrada de ar, maior, dividida em três no Santo Antônio - acima da cabeça dos pilotos.
Twitter / Renault Sport F1 (@RenaultSportF1)
Os pilotos para 2017 serão Nico Hülkenberg - que vem de três temporadas na Force India e terá a primeira oportunidade em uma equipe de fábrica - e o inglês Jolyon Palmer - que já correu pela equipe francesa na temporada passada.
Claro que o objetivo dos franceses é melhorar o desempenho do time. Segundo os dirigentes da equipe, o quinto lugar no Campeonato de Construtores é onde o time quer chegar em 2017.
16 fevereiro 2017
Melhores ultrapassagens da F1 em 2016
Reprodução / YouTube / FORMULA 1
Se ontem foi vez de mostrar os melhores rádios de 2016 na Fórmula 1 elencados pela própria categoria, hoje é a vez de ver quais foram as melhores ultrapassagens do ano, só que esses momentos foram rankeados pelo público que acompanha a categoria pelas redes sociais. Foi por Twitter, Facebook e Instagram que o público votou quais eram as melhores passões da última temporada.
Só de ultrapassagens por foram são seis: Kimi Raikkonen sobre Nico Hülkenberg no GP do México, Sergio Pérez passando Felipe Massa no GP da Bélgica, Hulk mandando o "See you later" para Valtteri Bottas no Japão, Esteban Gutiérrez aproveitando o piso molhado em Mônaco para ultrapassar Raikkonen e o vídeo fecha com os dois passões de Max Verstappen em Nico Rosberg na Inglaterra e aqui no Brasil.
Por dentro, foram três as escolhidas como as melhores do ano. Tem Daniel Ricciardo freando pra lá do "Deus me livre" para ultrapassar Bottas em Monza, Kevin Magnussen quase trocando tintas com Jolyon Palmer no GP dos Estados Unidos e Kimi Raikkonen segurando o carro para deixar o brasileiro Felipe Nasr durante o GP da Hungria.
A mais curiosa é a ultrapassagem de Sebastian Vettel em Hülkenberg e Carlos Sainz Jr. na entrada dos pits durante o GP da China, indo no limite do que o regulamento permite. Confira:
Caso não consiga assistir o vídeo incorporado acima, você pode vê-lo clicando na imagem no início do post ou neste link aqui.
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| Verstappen foi o grande vilão de Rosberg com duas ultrapassagens por fora no campeão de 2016 |
Só de ultrapassagens por foram são seis: Kimi Raikkonen sobre Nico Hülkenberg no GP do México, Sergio Pérez passando Felipe Massa no GP da Bélgica, Hulk mandando o "See you later" para Valtteri Bottas no Japão, Esteban Gutiérrez aproveitando o piso molhado em Mônaco para ultrapassar Raikkonen e o vídeo fecha com os dois passões de Max Verstappen em Nico Rosberg na Inglaterra e aqui no Brasil.
Por dentro, foram três as escolhidas como as melhores do ano. Tem Daniel Ricciardo freando pra lá do "Deus me livre" para ultrapassar Bottas em Monza, Kevin Magnussen quase trocando tintas com Jolyon Palmer no GP dos Estados Unidos e Kimi Raikkonen segurando o carro para deixar o brasileiro Felipe Nasr durante o GP da Hungria.
A mais curiosa é a ultrapassagem de Sebastian Vettel em Hülkenberg e Carlos Sainz Jr. na entrada dos pits durante o GP da China, indo no limite do que o regulamento permite. Confira:
Caso não consiga assistir o vídeo incorporado acima, você pode vê-lo clicando na imagem no início do post ou neste link aqui.
15 fevereiro 2017
Melhores rádios da F1 em 2016
Reprodução / YouTube / FORMULA 1
A Fórmula 1 aproveitou a pausa entre as temporadas para eleger os melhores rádios de 2016, como já havia feito em 2015. Pra você que está por fora, os rádios mais curiosos ou muito significativos ao longo de toda a temporada de 2016 está nessa lista. Aí amigo, tem de tudo um pouco.
Pra você que não viu, tem Lewis Hamilton peitando a direção da Mercedes no GP de Abu Dhabi - decisão do título de pilotos - e lamentando a quebra do motor quando estava liderando o GP da Malásia, situação que o obrigou a abandonar a corrida e querendo ou não, acabou decidindo o título.
Tem Sebastian Vettel reclamando muito nos GPs da Espanha, Rússia e México, Max Verstappen assustado com o grande lagarto que apareceu nas ruas de Cingapura durante os treinos livres e também um curioso "See you later" de Nico Hülkenberg ao ultrapassar Valtteri Bottas no Japão.
Comemorações também não faltaram. Teve espaço para Daniel Ricciardo celebrar a pole em Mônaco em plena era de domínio da Mercedes. Romain Grosjean e a equipe Haas completamente emocionados com os primeiros pontos conquistados na Fórmula 1 logo na corrida de estréia, na Austrália. Para fechar, a comemoração de Nico Rosberg e a esposa Vivian Sibold assim que o alemão cruzou a linha de chegada no GP de Abu Dhabi e confirmaou o título entre os pilotos.
Para assistir o vídeo, você pode vê-lo clicando na imagem no início do post ou neste link aqui.
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| A lamentação de Hamilton ao abandonar na Malásia está entre os melhores rádios de 2016 |
Pra você que não viu, tem Lewis Hamilton peitando a direção da Mercedes no GP de Abu Dhabi - decisão do título de pilotos - e lamentando a quebra do motor quando estava liderando o GP da Malásia, situação que o obrigou a abandonar a corrida e querendo ou não, acabou decidindo o título.
Tem Sebastian Vettel reclamando muito nos GPs da Espanha, Rússia e México, Max Verstappen assustado com o grande lagarto que apareceu nas ruas de Cingapura durante os treinos livres e também um curioso "See you later" de Nico Hülkenberg ao ultrapassar Valtteri Bottas no Japão.
Comemorações também não faltaram. Teve espaço para Daniel Ricciardo celebrar a pole em Mônaco em plena era de domínio da Mercedes. Romain Grosjean e a equipe Haas completamente emocionados com os primeiros pontos conquistados na Fórmula 1 logo na corrida de estréia, na Austrália. Para fechar, a comemoração de Nico Rosberg e a esposa Vivian Sibold assim que o alemão cruzou a linha de chegada no GP de Abu Dhabi e confirmaou o título entre os pilotos.
Para assistir o vídeo, você pode vê-lo clicando na imagem no início do post ou neste link aqui.
15 novembro 2016
F1 2017 - Dança das Cadeiras (2)
A segunda parte dos posts sobre a Dança das Cadeiras da Fórmula 1 para 2017 está aqui. Hoje é a vez de falar da Red Bull, Toro Rosso, Force India e da Renault. Se você perdeu a primeira parte, clique aqui antes, leia o post e volte para essa segunda postagem. Bom, se você já passou pelo post anterior, fique por aqui e siga lendo.
RED BULL
Daniel Ricciardo e Max Verstappen foram confirmados até pelo menos o final de 2018 ainda em junho. A dupla era cobiçada por várias equipes, então, Helmut Marko e toda a direção da Red Bull trataram de garantir Ricciardo e Verstappen entre os touros vermelhos.
TORO ROSSO
A especulação dos caminhos de Carlos Sainz Jr. e Daniil Kvyat para 2017 durou boa parte do ano. O filho da lenda dos ralis Carlos Sainz foi confirmado para 2017 ainda em junho, no final de semana do GP da Áustria. A dúvida que pairava sobra a cabeça de Kvyat era se o russo continuaria com os touros vermelhos depois de ser "rebaixado" para a Toro Rosso no início da temporada ou trocaria de ares.
No final das contas, foi o próprio Kvyat que começou a fechar o quebra-cabeças que era a silly season. Só foi o russo ser confirmado por mais uma temporada na Toro Rosso que as outras equipes começaram a preencher os assentos restantes.
FORCE INDIA
Inicialmente a Force India conseguiu renovar tranquilamente com Nico Hülkenberg e Sergio Pérez por mais uma temporada. Estava tudo certo, segundo o dono da equipe Vijay Mallya, antes mesmo da Fórmula 1 entrar em férias. Pérez desmintiu o chefe e falou que faltava muito para um acerto. Logo que o mexicano finalmente acertou os pontos do contrato, Hülkenberg debandou do time indiano. Ficou um assento vago.
Aí entrou em ação a Mercedes, fornecedora das unidades de força da equipe. Com Esteban Ocon e Pascal Wehrlein - pilotos vinculados à montadora - na Manor e aguardando uma oportunidade melhor em outra equipe, tudo era questão de uma boa oferta para definir a situação na Force India. Acabou que o escolhido foi Ocon para "2017 e além". Claro que para o francês correr com os indianos foi oferecido um abatimento nos valores dos motores que serão entregues para o time, afinal, nada vem de graça.
RENAULT
A Renault voltou, como equipe, a Fórmula 1 em 2016 com um projeto de médio prazo para novamente brigar por títulos. Depois de correr com o projeto feito pela Lotus em 2016 e amargar as últimas posições, os franceses querem algo mais que isso. Nesse primeiro momento o objetivo é brigar pelas posições intermediárias e depois disputar títulos.
Para isso, a montadora procurou por pelo menos um piloto experiente para ajudar no processo. Foram atrás de Sergio Pérez, Valtterri Bottas, Felipe Massa e Nico Hülkenberg. O último largou o contrato que, teoricamente, tinha com a Force India para assinar até 2018 (com possibilidade de renovar até 2019) com a Renault e realizar o sonho de correr por uma equipe de montadora.
A segunda vaga não era para ser de Kevin Magnussen ou Jolyon Palmer, mas o mercado foi se fechando e as opções rareando, então, Palmer foi o escolhido. Magnussen é assunto para amanhã.
Para fechar o grid, amanhã é o dia de falar dos lugares definidos na Williams e na Haas. Mas não podemos deixar de comentar das especulações que giram em torno dos quatro assentos restantes na Sauber e na Manor.
Perdeu o post anterior? Clique aqui para ver a Parte 01 dessa série.
RED BULL
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TORO ROSSO
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No final das contas, foi o próprio Kvyat que começou a fechar o quebra-cabeças que era a silly season. Só foi o russo ser confirmado por mais uma temporada na Toro Rosso que as outras equipes começaram a preencher os assentos restantes.
FORCE INDIA
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Aí entrou em ação a Mercedes, fornecedora das unidades de força da equipe. Com Esteban Ocon e Pascal Wehrlein - pilotos vinculados à montadora - na Manor e aguardando uma oportunidade melhor em outra equipe, tudo era questão de uma boa oferta para definir a situação na Force India. Acabou que o escolhido foi Ocon para "2017 e além". Claro que para o francês correr com os indianos foi oferecido um abatimento nos valores dos motores que serão entregues para o time, afinal, nada vem de graça.
RENAULT
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Para isso, a montadora procurou por pelo menos um piloto experiente para ajudar no processo. Foram atrás de Sergio Pérez, Valtterri Bottas, Felipe Massa e Nico Hülkenberg. O último largou o contrato que, teoricamente, tinha com a Force India para assinar até 2018 (com possibilidade de renovar até 2019) com a Renault e realizar o sonho de correr por uma equipe de montadora.
A segunda vaga não era para ser de Kevin Magnussen ou Jolyon Palmer, mas o mercado foi se fechando e as opções rareando, então, Palmer foi o escolhido. Magnussen é assunto para amanhã.
Para fechar o grid, amanhã é o dia de falar dos lugares definidos na Williams e na Haas. Mas não podemos deixar de comentar das especulações que giram em torno dos quatro assentos restantes na Sauber e na Manor.
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24 fevereiro 2016
F1 2016 - Barcelona I (3) - Em dia de pequenas na ponta, o jogo do esconde-esconde segue firme
Imagens: Twitter / Formula 1 (@F1)
Hoje dá para dizer que as pequenas apareceram para a festa. Force India e Haas fecharam o dia no alto da tabela de tempos e completando as surpresas, Kevin Magnussen colocou a Renault no quarto lugar do dia. As três, junto com a Sauber, foram as equipes que não usaram compostos médios para as melhores marcas do dia. A situação permitiu a Nico Hülkenberg e Romain Grosjean ocuparem os melhores lugares do dia.
Para colaborar, a Ferrari sofreu com problemas no sistema de combustível durante boa parte da manhã e só foi dar as primeiras voltas pouco antes do almoço, enquanto a Mercedes segue escondendo o jogo sobre o real desempenho do W07. Os campeões ainda se preocuparam em fazer um revezamento entre os pilotos, Nico Rosberg andou pela manhã e Lewis Hamilton andou no período da tarde. A característica da estrela de três pontas é não andar forte, mas andar muito, tanto que o time é disparado o que mais andou nessa semana.
Apenas três bandeiras vermelhas foram vistas durante o dia. A Toro Rosso que parou na saída dos boxes, Rio Haryanto estreando pela Manor que rodou e uma parada de Magnussen com a Renault na reta principal.
Os brasileiros deram as primeiras voltas nessa pré-temporada, Felipe Massa com o carro novo enquanto Felipe Nasr anda com o carro de 2015 da Sauber. Os dois Felipes andaram muito e passaram da centena de voltas no circuito de Barcelona, amanhã os brasileiros completam os programas de suas equipes.
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| Melhor do dia, Hülkenberg foi o único a marcar o melhor tempo com pneus supermacios |
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| Resultado do dia (Clique na imagem para ampliar) |
Para colaborar, a Ferrari sofreu com problemas no sistema de combustível durante boa parte da manhã e só foi dar as primeiras voltas pouco antes do almoço, enquanto a Mercedes segue escondendo o jogo sobre o real desempenho do W07. Os campeões ainda se preocuparam em fazer um revezamento entre os pilotos, Nico Rosberg andou pela manhã e Lewis Hamilton andou no período da tarde. A característica da estrela de três pontas é não andar forte, mas andar muito, tanto que o time é disparado o que mais andou nessa semana.
Apenas três bandeiras vermelhas foram vistas durante o dia. A Toro Rosso que parou na saída dos boxes, Rio Haryanto estreando pela Manor que rodou e uma parada de Magnussen com a Renault na reta principal.
Os brasileiros deram as primeiras voltas nessa pré-temporada, Felipe Massa com o carro novo enquanto Felipe Nasr anda com o carro de 2015 da Sauber. Os dois Felipes andaram muito e passaram da centena de voltas no circuito de Barcelona, amanhã os brasileiros completam os programas de suas equipes.
22 fevereiro 2016
Force India VJM09
Facebook / Sahara Force India Formula One Team
O terceiro carro apresentado de fato hoje foi o novo Force India VJM09. O modelo segue o trabalho que a equipe indiana apresentou na segunda metade do campeonato do ano passado e seguindo por um outro caminho de soluções em relação as rivais.
O momento de time indiano é de um pouco de apreensão já que a principal empresa associada a equipe está vendendo as ações que tem da Force India. A Sahara viu o seu presidente ser preso e está procurando dinheiro onde não tem para pagar o alto valor da fiança. Se com o apoio da Sahara a Force India não andava muito bem das pernas, não vai ser sem esse acordo que o time irá melhorar.
O acordo com a Aston Martin não vingou, então, o time está dependendo demais da grana trazida pelos seus pilotos. A expectativa é que o atual modelo siga dando boas condições do time andar pelo menos no meio do grid.
O terceiro carro apresentado de fato hoje foi o novo Force India VJM09. O modelo segue o trabalho que a equipe indiana apresentou na segunda metade do campeonato do ano passado e seguindo por um outro caminho de soluções em relação as rivais.
O momento de time indiano é de um pouco de apreensão já que a principal empresa associada a equipe está vendendo as ações que tem da Force India. A Sahara viu o seu presidente ser preso e está procurando dinheiro onde não tem para pagar o alto valor da fiança. Se com o apoio da Sahara a Force India não andava muito bem das pernas, não vai ser sem esse acordo que o time irá melhorar.
O acordo com a Aston Martin não vingou, então, o time está dependendo demais da grana trazida pelos seus pilotos. A expectativa é que o atual modelo siga dando boas condições do time andar pelo menos no meio do grid.
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Nico Hülkenberg,
Sergio Pérez,
Temporada 2016
16 fevereiro 2016
Hulk verde e amarelo
Twitter / Nico Hülkenberg (@HulkHulkenberg)
Foi durante o Carnaval que Nico Hülkenberg mostrou como será a nova pintura de seu capacete. O alemão da Force India abandonou o laranja que usava até a temporada passada e a partir de agora vai usar o verde, amarelo e o preto no casco.
Um pintura que qualquer piloto brasileiro poderia usar e me lembra demais de Mike Rockenfeller, compatriota de Hülkenberg, usa no DTM.
Foi durante o Carnaval que Nico Hülkenberg mostrou como será a nova pintura de seu capacete. O alemão da Force India abandonou o laranja que usava até a temporada passada e a partir de agora vai usar o verde, amarelo e o preto no casco.
Um pintura que qualquer piloto brasileiro poderia usar e me lembra demais de Mike Rockenfeller, compatriota de Hülkenberg, usa no DTM.
20 setembro 2015
F1 2015 - GP de Cingapura - Vettel vence pela 3ª vez na temporada e entra na briga do campeonato
Twitter / Formula 1 (@F1)
"É nesse final de semana que Lewis Hamilton iguala a marca de Ayrton Senna"! Essa era a expectativa do GP de Cingapura, acontece que o calor, como na Malásia e na Hungria, avacalhou a vida da Mercedes e Ferrari e Red Bull deixaram as flechas de prata para trás. Quem se deu bem nessa foi Sebastian Vettel que aproveitou a oportunidade que recebeu.
O alemão foi implacável neste final de semana ao marcar a pole e determinar o ritmo que ele bem quis durante a corrida. Vettel administrou bem a corrida na cidade-estado e esteve longe de ser incomodado por qualquer adversário. Domínio absoluto! Agora o alemão da Ferrari entrou na briga pelo vice-campeonato com Rosberg, mas isso é assunto pra daqui a pouco. De quebra Vettel igualou a marca de vitórias Rosberg nesta temporada - 3 vitórias cada - e passou o número de vitórias de Ayrton Senna na história da categoria - Vettel 42 e Senna 41.
Daniel Ricciardo e Kimi Raikkonen fizeram o feijão com arroz e completaram o pódio. Os dois andaram quase sempre em um ritmo abaixo do apresentado por Vettel. Ricciardo ainda encostou em Vettel após a primeira parada, enquanto Vettel poupava pneus, mas logo ficou claro que o alemão estava administrando a vantagem e os calçados.
A dupla da Mercedes acabou relegada a briga pelas melhores posições fora do pódio. Lewis Hamilton e Nico Rosberg ainda passaram Daniil Kvyat na estratégia de parada na primeira rodada de pit stops e ficaram por aí. Hamilton sofreu com problema de falta de potência - o primeiro problema no carro do inglês neste ano - e "pediu pra sair". Rosberg se manteve em quarto e por ali terminou sem fazer nada de significativo e com uma desvantagem de 30 segundos para Vettel.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Falando dos brazucas. Felipe Massa teve um baita azar nessa corrida. Estava bem depois de largar bem e se colocar atrás de Valtteri Bottas, em oitavo, mas na primeira parada a Williams foi mal e como nada é tão ruim que não possa piorar, Massa se viu em um acidente de corrida com Nico Hülkenberg. O alemão abandonou e foi considerado culpado pelo acidente - já começa o final de semana do Japão com uma punição de 3 posições no grid - e não ficou muito feliz. Para completar a farra, Massa ainda sofreu com problemas de câmbio e abandonou a corrida e perdeu o quarto lugar no campeonato para Raikkonen e Bottas.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Felipe Nasr usou a estratégia que tem dado certo com essa Sauber que só anda para trás. O brasileiro aproveitou os problemas do adversários para ir conseguindo posições, mas uma parada poucas voltas antes do segundo safety car - causado por um homem que entrou na pista - tirou o brasileiro da zona de pontuação. Nasr ainda conseguiu se recuperar um pouco e voltou ao décimo lugar ao pressionar Romain Grosjean - já sem pneus - e o no erro do francês o brasileiro da Sauber passou.
A Toro Rosso pontuou com os dois carros, mas a corrida de Max Verstappen foi o maior destaque. O holandês ficou parado na largada, perdeu uma volta, conseguiu recuperar uma volta com o primeiro safey-car e voltou a briga. O garoto ainda largou um sonoro "NO!" no rádio ao receber o pedido para dar passagem ao companheiro na última volta da corrida e Verstappinho não deu a posição.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Agora Hamilton tem 41 pontos de vantagem para Rosberg e 49 para Vettel. Para o ingles esse abandono até que não foi tão crítico quanto foi o quarto lugar de Rosberg com a vitória de Vettel. A briga pelo vice esquentou, mesmo com as próximas pistas sendo favoráveis a Mercedes.
Felipe Massa que despencou do quarto para o sexto lugar. Kimi Raikkonen agora está em quarto seguido por Bottas e Massa. Do finlandês para o brasileiro são dez pontos de diferença. Essa é um briga que vai se desenrolar até o fim da temporada.
A próxima corrida da Fórmula 1 é o GP do Japão já no próximo final de semana, dia 27, às 2h da manhã no horário de Brasília.
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| Vettel passou Senna e desbancou com folgas a Mercedes |
O alemão foi implacável neste final de semana ao marcar a pole e determinar o ritmo que ele bem quis durante a corrida. Vettel administrou bem a corrida na cidade-estado e esteve longe de ser incomodado por qualquer adversário. Domínio absoluto! Agora o alemão da Ferrari entrou na briga pelo vice-campeonato com Rosberg, mas isso é assunto pra daqui a pouco. De quebra Vettel igualou a marca de vitórias Rosberg nesta temporada - 3 vitórias cada - e passou o número de vitórias de Ayrton Senna na história da categoria - Vettel 42 e Senna 41.
Daniel Ricciardo e Kimi Raikkonen fizeram o feijão com arroz e completaram o pódio. Os dois andaram quase sempre em um ritmo abaixo do apresentado por Vettel. Ricciardo ainda encostou em Vettel após a primeira parada, enquanto Vettel poupava pneus, mas logo ficou claro que o alemão estava administrando a vantagem e os calçados.
A dupla da Mercedes acabou relegada a briga pelas melhores posições fora do pódio. Lewis Hamilton e Nico Rosberg ainda passaram Daniil Kvyat na estratégia de parada na primeira rodada de pit stops e ficaram por aí. Hamilton sofreu com problema de falta de potência - o primeiro problema no carro do inglês neste ano - e "pediu pra sair". Rosberg se manteve em quarto e por ali terminou sem fazer nada de significativo e com uma desvantagem de 30 segundos para Vettel.
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| O acidente de Massa e Hülkenberg na saída dos pits |
Twitter / Formula 1 (@F1)
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| O homem que invadiu a pista e chamou o 2º SC da corrida |
A Toro Rosso pontuou com os dois carros, mas a corrida de Max Verstappen foi o maior destaque. O holandês ficou parado na largada, perdeu uma volta, conseguiu recuperar uma volta com o primeiro safey-car e voltou a briga. O garoto ainda largou um sonoro "NO!" no rádio ao receber o pedido para dar passagem ao companheiro na última volta da corrida e Verstappinho não deu a posição.
Twitter / Formula 1 (@F1)
Agora Hamilton tem 41 pontos de vantagem para Rosberg e 49 para Vettel. Para o ingles esse abandono até que não foi tão crítico quanto foi o quarto lugar de Rosberg com a vitória de Vettel. A briga pelo vice esquentou, mesmo com as próximas pistas sendo favoráveis a Mercedes.
Felipe Massa que despencou do quarto para o sexto lugar. Kimi Raikkonen agora está em quarto seguido por Bottas e Massa. Do finlandês para o brasileiro são dez pontos de diferença. Essa é um briga que vai se desenrolar até o fim da temporada.
A próxima corrida da Fórmula 1 é o GP do Japão já no próximo final de semana, dia 27, às 2h da manhã no horário de Brasília.
27 julho 2015
F1 2015 - GP da Hungria - Vettel vence, iguala marca de Senna e Mercedes fica fora do pódio
Twitter / Formula 1 (@F1)
É! Dá para dizer que essa foi a melhor corrida do ano até o momento. O GP da Hungria viu outra vitória de Sebastian Vettel com a Ferrari e erros dos pilotos da Mercedes que acabaram tirando a equipe do pódio pela primeira vez nessa temporada. Outra coisa que chamou a atenção de quem assistiu a corrida deste domingo foram as várias posições que aconteceram durante o GP, mas esse assunto é pra daqui a pouco. Por sinal, vou tentar fazer as coisas um pouco diferentes desta vez.
Sebastian Vettel: Segunda vitória do alemão com a Ferrari e também a segunda dele neste ano. Diferente da Malásia, Vettel assumiu a ponta antes da primeira curva. O restante da corrida foi parecido com a da Malásia para o alemão, vou explicar a razão. Vettel manteve um ritmo melhor que dos carros mais próximos dele - nesta corrida, Kimi Raikkonen e Nico Rosberg - abriu espaço com certa facilidade, principalmente por usar melhor os pneus. Está certo que o SF15-T estava usando melhor os pneus da Pirelli, mas a principal razão pela qual a Mercedes deixou o pódio foram os seus pilotos. Vettel não se intimidou quando o safety-car saiu da pista, relargou melhor e aos poucos recuperou uma vantagem segura para a vitória. Bela corrida do alemão que igualou a marca de vitórias de Ayrton Senna, 41 para cada um, e agora segue em busca de Alain Prost (51 vitórias) e Michael Schumacher (91 vitórias) - interessante é que cada um dessas três maiores marcas tem a dezena mais uma vitória, nada que seja muito importante, só achei curioso.
Daniil Kvyat: Primeiro pódio do russo que fez uma boa corrida salvo um único deslize, mas que não comprometeu o resultado final dele na corrida. Kvyat seguiu uma estratégia de manter o bom ritmo que a Red Bull apresentava em Hungaroring e tentar ganhar mais pontos nos erros dos adversários. Deu certo! O erro só veio quando ele precisou ganhar a posição de Lewis Hamilton na relargada, o russo ultrapassou Hamilton usando a área de escape - aos 29 segundos desse vídeo aqui - e recebeu um Time Penalty de 10 segundos e outros dois pontos na carteira - os primeiros de Kvyat desde o ano passado, quando entrou na categoria e o sistema começou a valer.
Daniel Ricciardo: Na minha visão, a maior vítima dessa corrida foi o australiano da Red Bull. Primeiro ele foi atingido por Hamilton na relargada - veja aqui - e já ficou com o carro um pouco quebrado por ali e depois Nico Rosberg fechou a trajetória de Ricciardo após dar um "X" no australiano e quebrou a asa dianteira do Red Bull #3 - veja aqui e aqui. Está certo que o Ricciardo errou a freada e passou do ponto, mas Rosberg fechou o australiano antes de livrar todo o carro do adversário. Daniel Ricciardo ainda foi guerreiro e terminou em terceiro com a asa ainda quebrada e parte da lateral avariada. Para mim, o australiano foi inocente nas duas situações sofrendo com o erro de cálculo dos pilotos da Mercedes.
Nico Hülkenberg: O alemão foi o piloto que sofreu o maior susto do final de semana. A asa da Force India quebrou no final da reta dos boxes, onde os carros atingem a maior velocidade na pista, e mesmo com Hülkenberg freando o carro só parou na proteção de pneus. Por sinal, a Force India já tinha tido uma quebra de suspensão no carro de Sergio Pérez na sexta que acabou fazendo o carro do mexicano capotar. Pelo menos deu para ver que o episódio de Jules Bianchi somado a morte do piloto já trouxe mudanças nos procedimentos da categoria. Primeiro foi acionado o safety-car virtual - que nada mais é que uma bandeira amarela em toda a pista -, mas uma vez que a pista tinha muitos detritos a direção de prova colocou o safety-car na pista. Para completar, para que não houvessem furos de pneus o safety-car guiou os carros pelo pit-lane. Só faltou um caminhão-vassoura para agilizar a limpeza porque deixar os fiscais de pista limparem tudo com a vassourinha da vovó é complicado.
Lewis Hamilton: O líder do campeonato vacilou e feio nessa corrida da Hungria. Largou mal, se afobou e errou mais uma vez ainda na primeira volta e despencou para o décimo lugar. Se recuperou bem, contou com o safety-car para colar nos ponteiros, mas se afobou na tentativa de ultrapassagem sobre Daniel Ricciardo - que eu comentei ali em cima - e perdeu todo o trabalho feito antes e fechou a corrida em sexto. Hamilton só não terminou o dia bicudo porque admitiu os erros e, principalmente, porque Rosberg terminou a corrida apenas em oitavo e permitiu que o inglês aumentasse a vantagem no campeonato mesmo com o resultado ruim.
Nico Rosberg: Para mim, Rosberguinho foi covarde. Ele perderia a corrida mesmo que não tivesse furado o pneu com Daniel Ricciardo. Por quê? Eu explico! Durante a corrida, a Mercedes tinha um desempenho ligeiramente inferior ao da Ferrari, mas os pneus macios amenizavam a situação e ainda permitiam aos carros prateados uma reação. Mesmo diante disso tudo e já ter usado os dois compostos, Rosberg optou por repetir o uso dos pneus médios enquanto Vettel teria que usar os médios por só ter andado com os macios, ou seja, quando teve a oportunidade de tentar ser mais rápido, o alemão preferiu se contentar com o segundo lugar na corrida e não tentar a vitória. O toque com Ricciardo mais tarde só foi reflexo da escolha errada porque o piloto da Red Bull repetia os compostos macios após ter andado com os pneus médios e chegou com facilidade em Rosberg.
Felipe Massa: O brasileiro foi o reflexo da Williams em pista lentas como Mônaco e Hungria - como deverá ser em Cingapura -, além é claro de pagar por um erro bobo antes mesmo da corrida começar. Massa não parou no lugar correto ao alinhar no grid, obrigou uma volta de apresentação extra e foi punido com um Time Penalty de 5 segundos. Para completar a Williams não andava bem com nenhum dos dois compostos e Massa se arrastou em Hungaroring. Valtteri Bottas seria a salvação da lavoura para o time de Grove, mas o finlandês teve um pneu furado em uma disputa de posição e não se recuperou mais.
Felipe Nasr: O brazuca da Sauber mais uma vez fez o que pode e conseguiu fazer uma boa corrida para o que era esperado dos carro do time suíço. Apenas melhores que a Manor Marussia, a estratégia era ganhar posições com os erros dos adversários e deu certo. Com Marcus Ericsson e Nasr largando de 17º e 18º respectivamente, a Sauber conseguiu um pontinho com Ericsson e viu Nasr terminar em 11º.
Pastor Maldonado: O venezuelano foi o reflexo da corrida com mais punições nos últimos anos - 12, todas na corrida - e saiu da Hungria com mais quatro para a longa lista. Só Maldonado conseguiu três punições durante a corrida e mais uma de pontos na carteira que veio após o GP terminar. Se liga na lista do piloto da Lotus: acidente com Sergio Pérez, excesso de velocidade nos pits e por ultrapassagem com safety-car, fora os dois pontos na carteira pelo acidente com Pérez. Sobrou canetada na corrida de ontem, a lista de punidos também contou com Massa (que já tinha falado antes), Hamilton, Romain Grosjean, Max Verstappen e Daniil Kvyat.
Max Verstappen: Verstappinho entrou na lista de punidos, mas não deixou de fazer uma bela corrida. O jovem holandês correu bem, se aproveitou dos vacilos da galera que andava na ponta e terminou em quarto. Situação que colocou quatro pilotos vindos do Programa da Red Bull nas quatro primeiras posições, afinal, Vettel, Kvyat, Ricciardo e Verstappen passaram pelo programa da marca de bebidas.
Fernando Alonso: O espanhol foi outro que surpreendeu e terminou em quinto pelas mesmas razões de Max Verstappen - aproveitou os erros e problemas de quem vinha à frente unidos ao desempenho constante - e salvou um quinto lugar. Jenson Button só não terminou em posição melhor porque foi ultrapassado por Hamilton e Rosberg nas voltas finais e terminou em nono. A McLaren conseguiu pontuar pela primeira vez no ano com os dois carros em uma mesma corrida.
A situação do campeonato segue praticamente igual ao que era antes da Hungria. A diferença entre Hamilton e Rosberg subiu para 21 pontos. Vettel reduziu a diferença para Hamilton para 42 pontos. Logo atrás, Bottas, Raikkonen e Massa que não pontuaram seguem exatamente como chegaram em Budapeste. A diferença aparece no sétimo e oitavo lugares. Ricciardo e Kvyat abriram vantagem para Hülkenberg e Grosjean com os resultados desse domingo e ficam um pouco mais tranquilos em suas posições.
Agora a F1 só volta no final de agosto. A categoria entra no período oficial de férias em que as equipes tem alguns dias de descanso obrigatório - ninguém pode pensar em chegar perto de carro algum - e o GP de retorno é o da Bélgica, em Spa-Francorchamps, entre os dias 21 e 23 de agosto.
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| Vettel chegou a segunda vitória no ano e com a Ferrari, a 41ª da carreira |
Sebastian Vettel: Segunda vitória do alemão com a Ferrari e também a segunda dele neste ano. Diferente da Malásia, Vettel assumiu a ponta antes da primeira curva. O restante da corrida foi parecido com a da Malásia para o alemão, vou explicar a razão. Vettel manteve um ritmo melhor que dos carros mais próximos dele - nesta corrida, Kimi Raikkonen e Nico Rosberg - abriu espaço com certa facilidade, principalmente por usar melhor os pneus. Está certo que o SF15-T estava usando melhor os pneus da Pirelli, mas a principal razão pela qual a Mercedes deixou o pódio foram os seus pilotos. Vettel não se intimidou quando o safety-car saiu da pista, relargou melhor e aos poucos recuperou uma vantagem segura para a vitória. Bela corrida do alemão que igualou a marca de vitórias de Ayrton Senna, 41 para cada um, e agora segue em busca de Alain Prost (51 vitórias) e Michael Schumacher (91 vitórias) - interessante é que cada um dessas três maiores marcas tem a dezena mais uma vitória, nada que seja muito importante, só achei curioso.
Daniil Kvyat: Primeiro pódio do russo que fez uma boa corrida salvo um único deslize, mas que não comprometeu o resultado final dele na corrida. Kvyat seguiu uma estratégia de manter o bom ritmo que a Red Bull apresentava em Hungaroring e tentar ganhar mais pontos nos erros dos adversários. Deu certo! O erro só veio quando ele precisou ganhar a posição de Lewis Hamilton na relargada, o russo ultrapassou Hamilton usando a área de escape - aos 29 segundos desse vídeo aqui - e recebeu um Time Penalty de 10 segundos e outros dois pontos na carteira - os primeiros de Kvyat desde o ano passado, quando entrou na categoria e o sistema começou a valer.
Daniel Ricciardo: Na minha visão, a maior vítima dessa corrida foi o australiano da Red Bull. Primeiro ele foi atingido por Hamilton na relargada - veja aqui - e já ficou com o carro um pouco quebrado por ali e depois Nico Rosberg fechou a trajetória de Ricciardo após dar um "X" no australiano e quebrou a asa dianteira do Red Bull #3 - veja aqui e aqui. Está certo que o Ricciardo errou a freada e passou do ponto, mas Rosberg fechou o australiano antes de livrar todo o carro do adversário. Daniel Ricciardo ainda foi guerreiro e terminou em terceiro com a asa ainda quebrada e parte da lateral avariada. Para mim, o australiano foi inocente nas duas situações sofrendo com o erro de cálculo dos pilotos da Mercedes.
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| Momento em que quebra a asa do carro de Hülkenberg |
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| Hamilton passeando na brita ainda na primeira volta |
Nico Rosberg: Para mim, Rosberguinho foi covarde. Ele perderia a corrida mesmo que não tivesse furado o pneu com Daniel Ricciardo. Por quê? Eu explico! Durante a corrida, a Mercedes tinha um desempenho ligeiramente inferior ao da Ferrari, mas os pneus macios amenizavam a situação e ainda permitiam aos carros prateados uma reação. Mesmo diante disso tudo e já ter usado os dois compostos, Rosberg optou por repetir o uso dos pneus médios enquanto Vettel teria que usar os médios por só ter andado com os macios, ou seja, quando teve a oportunidade de tentar ser mais rápido, o alemão preferiu se contentar com o segundo lugar na corrida e não tentar a vitória. O toque com Ricciardo mais tarde só foi reflexo da escolha errada porque o piloto da Red Bull repetia os compostos macios após ter andado com os pneus médios e chegou com facilidade em Rosberg.
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| Resultado final da corrida (clique para ampliar) |
Felipe Nasr: O brazuca da Sauber mais uma vez fez o que pode e conseguiu fazer uma boa corrida para o que era esperado dos carro do time suíço. Apenas melhores que a Manor Marussia, a estratégia era ganhar posições com os erros dos adversários e deu certo. Com Marcus Ericsson e Nasr largando de 17º e 18º respectivamente, a Sauber conseguiu um pontinho com Ericsson e viu Nasr terminar em 11º.
Pastor Maldonado: O venezuelano foi o reflexo da corrida com mais punições nos últimos anos - 12, todas na corrida - e saiu da Hungria com mais quatro para a longa lista. Só Maldonado conseguiu três punições durante a corrida e mais uma de pontos na carteira que veio após o GP terminar. Se liga na lista do piloto da Lotus: acidente com Sergio Pérez, excesso de velocidade nos pits e por ultrapassagem com safety-car, fora os dois pontos na carteira pelo acidente com Pérez. Sobrou canetada na corrida de ontem, a lista de punidos também contou com Massa (que já tinha falado antes), Hamilton, Romain Grosjean, Max Verstappen e Daniil Kvyat.
Max Verstappen: Verstappinho entrou na lista de punidos, mas não deixou de fazer uma bela corrida. O jovem holandês correu bem, se aproveitou dos vacilos da galera que andava na ponta e terminou em quarto. Situação que colocou quatro pilotos vindos do Programa da Red Bull nas quatro primeiras posições, afinal, Vettel, Kvyat, Ricciardo e Verstappen passaram pelo programa da marca de bebidas.
Fernando Alonso: O espanhol foi outro que surpreendeu e terminou em quinto pelas mesmas razões de Max Verstappen - aproveitou os erros e problemas de quem vinha à frente unidos ao desempenho constante - e salvou um quinto lugar. Jenson Button só não terminou em posição melhor porque foi ultrapassado por Hamilton e Rosberg nas voltas finais e terminou em nono. A McLaren conseguiu pontuar pela primeira vez no ano com os dois carros em uma mesma corrida.
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| Campeonato após o GP da Hungria (clique para ampliar) |
Agora a F1 só volta no final de agosto. A categoria entra no período oficial de férias em que as equipes tem alguns dias de descanso obrigatório - ninguém pode pensar em chegar perto de carro algum - e o GP de retorno é o da Bélgica, em Spa-Francorchamps, entre os dias 21 e 23 de agosto.
14 junho 2015
WEC 2015 - 24 horas de Le Mans - Porsche chega a 17ª vitória com Hulkenberg, Tandy e Bamber
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Digo que essa edição das 24 horas de Le Mans foi uma das melhores que eu acompanhei nos últimos anos. Se em 2014, Audi, Toyota e Porsche ficaram indefinidos até poucas horas antes da chegada, neste ano a briga foi bem mais apertada entre os carros da Audi e da Porsche.
Até depois do período de 12 horas de corrida, três carros ainda estavam na mesma volta e trocando posições de acordo com as paradas nos boxes. Nesse quesito, o consumo acabou sendo decisivo e a Porsche podia fazer pernas um pouco maiores que os da Audi. Conforme a prova foi avançando essa diferença entre uma parada e outra deu muita vantagem para a Porsche e principalmente o #19 de Nico Hülkenberg, Nicky Tandy e Earl Bamber. A briga do Porsche #19 até boa parte da corrida foi com o Audi #9 (de Marco Bonanomi, Filipe Albuquerque e René Rast) e o Audi #7 (de Marcel Fässler, André Lotterer e Benoît Tréluyer). As coisas começaram a ficar mais fáceis para os maiores vencedores de Le Mans quando o dia amanheceu na França. O Audi #7 saiu da briga após problemas mecânicos e receber punições e o Audi #9, que era a maior ameaça ao Porsche #19, sofreu com problemas na direção do carro e saiu da briga.
Com isso a vitória caiu no colo do Porsche #19, que foi seguido pelo Porsche #17 (de Mark Webber, Brendon Hartley e Timo Bernhard) e o Audi #7. Essa foi a 17ª da Porsche na história das 24 horas de Le Mans e a primeira de Hülkenberg, Bamber e Tandy nas primeiras participações de Hulk e Bamber.
Lucas Di Grassi terminou em quarto com o Audi #8 acompanhado por Loïc Duval e Oliver Jarvis. O carro do brasileiro saiu da briga nas primeiras horas após Jarvis bater em trecho de Slow Zone.
Sobre as japonesas Toyota e Nissan. Os Toyotas fizeram uma corrida bem discreta, mas terminaram a corrida. O Toyota #2 (de Alexander Wurz, Stéphane Sarrazin e Mike Conway) terminou em sexto e o Toyota #1 (de Anthony Davidson, Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima). A Nissan sofreu com seusu três carros e acabou terminando apenas com o #22 (de Harry Tincknell, Michael Krumm e Alex Buncombe).
Na classe LMP2, vitória tranquila do carro Oreca 05 - Nissan #47 da KCMG, de Hong Kong, guiado por Matthew Howson, Richard Bradley e Nicolas Lapierre. O #47 liderou boa parte da corrida com folga e deu uma "vingancinha" para Lapierre que foi demitido sem muitas explicações da Toyota em 2014. #47 foi o nono na classificação geral. O brasileiro Pipo Derani completou a prova no G-Drive #28 (com Gustavo Yacaman e Ricardo Gonzalez) em quarto na classe.
Na classe GTE PRO, o único Corvette que largou foi o que venceu. Depois de várias batalhas, o #64 guiado por Oliver Gavin, Tommy Milner e Jordan Taylor cruzou a linha de chegada como o 17º no geral e o melhor da classe. O brasileiro Fernando Rees estava na briga pela vitória com o seu Aston Martin #99 (acompanhado por Alex MacDowall e Richie Stanaway) até que se envolveu em um toque com um carro da classe P2. Com isso o carro ficou muito tempo parado para reparos e perdeu pelo menos 17 voltas. O carro #99 terminou em sexto na classe.
O fato mais curioso aconteceu na classe GT AM. O Aston Martin #98 liderava a classe até pouco menos de uma hora para o fim da prova, mas Paul Dalla Lana (que era acompanhado por Pedro Lamy e Mathias Lauda no #98) bateu ao passar pela primeira chicane no final da volta e abandonou a prova. A vitória caiu no colo da Ferrari #72, da russa SMP, guiada por Victor Shaytar, Andrea Bertolini e Aleksey Basov.
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| Porsche #19 venceu e interrompeu o domínio da Audi em Le Mans |
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| Clique na imagem para ampliar o Top 10 Geral da corrida |
Até depois do período de 12 horas de corrida, três carros ainda estavam na mesma volta e trocando posições de acordo com as paradas nos boxes. Nesse quesito, o consumo acabou sendo decisivo e a Porsche podia fazer pernas um pouco maiores que os da Audi. Conforme a prova foi avançando essa diferença entre uma parada e outra deu muita vantagem para a Porsche e principalmente o #19 de Nico Hülkenberg, Nicky Tandy e Earl Bamber. A briga do Porsche #19 até boa parte da corrida foi com o Audi #9 (de Marco Bonanomi, Filipe Albuquerque e René Rast) e o Audi #7 (de Marcel Fässler, André Lotterer e Benoît Tréluyer). As coisas começaram a ficar mais fáceis para os maiores vencedores de Le Mans quando o dia amanheceu na França. O Audi #7 saiu da briga após problemas mecânicos e receber punições e o Audi #9, que era a maior ameaça ao Porsche #19, sofreu com problemas na direção do carro e saiu da briga.
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| Classificação da LMP1 (Clique para ampliar) |
Lucas Di Grassi terminou em quarto com o Audi #8 acompanhado por Loïc Duval e Oliver Jarvis. O carro do brasileiro saiu da briga nas primeiras horas após Jarvis bater em trecho de Slow Zone.
Sobre as japonesas Toyota e Nissan. Os Toyotas fizeram uma corrida bem discreta, mas terminaram a corrida. O Toyota #2 (de Alexander Wurz, Stéphane Sarrazin e Mike Conway) terminou em sexto e o Toyota #1 (de Anthony Davidson, Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima). A Nissan sofreu com seusu três carros e acabou terminando apenas com o #22 (de Harry Tincknell, Michael Krumm e Alex Buncombe).
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| Classificação da LMP2 (Clique para ampliar) |
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| Classificação da GTE Pro (Clique para ampliar) |
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| Classificação da GTE Am (Clique para ampliar) |
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WEC
11 abril 2015
WEC 2015 - O tricolor Porsche 919 Hybrid
Facebook / Porsche Motorsport News
Demorou, mas chegou. As apresentações oficiais da Porsche e da Toyota para o WEC aconteceram duas semanas atrás em Paul Ricard. A corrida de abertura do campeonato, 6 horas de Silverstone, acontece amanhã, então, não posso perder muito mais tempo e começo com os alemães.
A segunda geração do Porsche 919 Hybrid que vai disputar a temporada completa do WEC em 2015 foi apresentada no dia 27 de março e em três cores: o branco do ano passado e também nos novos preto e vermelho. A Porsche vai correr com esse esquema especial apenas nas 24 horas de Le Mans e nos testes para a corrida. No restante do campeonato o esquema branco será usado nos carros #17 e #18, que vão correr toda a temporada.
No #17, vermelho, correrão Mark Webber, Timo Bernhard e Brendon Hartley. No #18, preto, Neel Jani, Romain Dumas e Marc Lieb. Para fechar no #19, branco, Nico Hülkenberg, Nick Tandy e Earl Bamber.
O novo 919 Hydrid é um modelo completamente revisado em relação ao carro da temporada de 2014. O frente foi revisada, assim como o monocoque, suspensão traseira e o crashbox na traseira do carro. O modelo da Porsche segue com um V4 de 2 litros auxiliado por um sistema híbrido usando o ERS, sistema parecido com o da Fórmula 1, que gera 8MJ que é o máximo que pode ser gerado na categoria híbrida.
A reestruturação do 919 Hybrid afetou diretamente o peso do carro que finalmente chegou ao peso mínimo de 870 kg. No ano passado, o carro da Porsche corria com 30 kg a mais que os concorrentes. A mudança no sistema híbrido e no peso do carro colocam a Porsche no mesmo patamar, ou muito próxima, da Toyota e da Audi.
As mudanças parecem ter surtido efeito porque logo na primeira corrida do ano, o #17 larga na pole para a abertura do campeonato, amanhã pela manhã aqui no Brasil.
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| Quase toda a equipe da Porsche para a temporada 2015 do WEC |
A segunda geração do Porsche 919 Hybrid que vai disputar a temporada completa do WEC em 2015 foi apresentada no dia 27 de março e em três cores: o branco do ano passado e também nos novos preto e vermelho. A Porsche vai correr com esse esquema especial apenas nas 24 horas de Le Mans e nos testes para a corrida. No restante do campeonato o esquema branco será usado nos carros #17 e #18, que vão correr toda a temporada.
No #17, vermelho, correrão Mark Webber, Timo Bernhard e Brendon Hartley. No #18, preto, Neel Jani, Romain Dumas e Marc Lieb. Para fechar no #19, branco, Nico Hülkenberg, Nick Tandy e Earl Bamber.
O novo 919 Hydrid é um modelo completamente revisado em relação ao carro da temporada de 2014. O frente foi revisada, assim como o monocoque, suspensão traseira e o crashbox na traseira do carro. O modelo da Porsche segue com um V4 de 2 litros auxiliado por um sistema híbrido usando o ERS, sistema parecido com o da Fórmula 1, que gera 8MJ que é o máximo que pode ser gerado na categoria híbrida.
A reestruturação do 919 Hybrid afetou diretamente o peso do carro que finalmente chegou ao peso mínimo de 870 kg. No ano passado, o carro da Porsche corria com 30 kg a mais que os concorrentes. A mudança no sistema híbrido e no peso do carro colocam a Porsche no mesmo patamar, ou muito próxima, da Toyota e da Audi.
As mudanças parecem ter surtido efeito porque logo na primeira corrida do ano, o #17 larga na pole para a abertura do campeonato, amanhã pela manhã aqui no Brasil.
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WEC
04 janeiro 2015
Hulk com a Porsche em Le Mans
Facebook / Porsche Motorsport
Já não é novidade, mas vou comentar porque acabei deixando passar quando a notícia saiu. Nico Hülkenberg é nome certo da Porsche no terceiro carro da montadora nas provas das 6 horas de Spa-Francorchamps (02 de maio) e nas 24 horas de Le Mans (13 e 14 de junho).
Uma única dúvida surgiu quando o primeiro calendário provisório da Fórmula 1 indicava o GP da Coreia do Sul no mesmo final de semana da prova de Spa-Francorchamps, mas nos últimos dias do ano um novo calendário provisório sem GP coreano foi divulgado. Caso a corrida da Coreia fosse confirmada, iria comprometer a participação de Hulk que na Fórmula 1 segue na Force India.
Hulkenberg já testou o Porsche 919 Hybrid em pelo menos duas oportunidades. A última aconteceu em Aragão, na Espanha, entre os dias 9 e 11 de dezembro. Na mesma oportunidade Brendon Hartley testou as atualizações do modelo da classe principal do WEC. A Porsche também aproveitou para testar três de seus pilotos do programa da classe GT: Michael Christensen, Frédéric Makowiecki e Nick Tandy.
O que se sabe é que a direção da Porsche vai completar o terceiro carro com piloto do programa da classe GT e um terceiro piloto vindo possivelmente de outra categoria. Um dos favoritos a esta terceira vaga é Fernando Alonso que já demonstrou interesse em correr as 24 horas de Le Mans, mas não tem nada acertado com os alemães.
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| O primeiro reforço da Porsche para 2015 é Nico Hülkenberg |
Uma única dúvida surgiu quando o primeiro calendário provisório da Fórmula 1 indicava o GP da Coreia do Sul no mesmo final de semana da prova de Spa-Francorchamps, mas nos últimos dias do ano um novo calendário provisório sem GP coreano foi divulgado. Caso a corrida da Coreia fosse confirmada, iria comprometer a participação de Hulk que na Fórmula 1 segue na Force India.
Hulkenberg já testou o Porsche 919 Hybrid em pelo menos duas oportunidades. A última aconteceu em Aragão, na Espanha, entre os dias 9 e 11 de dezembro. Na mesma oportunidade Brendon Hartley testou as atualizações do modelo da classe principal do WEC. A Porsche também aproveitou para testar três de seus pilotos do programa da classe GT: Michael Christensen, Frédéric Makowiecki e Nick Tandy.
O que se sabe é que a direção da Porsche vai completar o terceiro carro com piloto do programa da classe GT e um terceiro piloto vindo possivelmente de outra categoria. Um dos favoritos a esta terceira vaga é Fernando Alonso que já demonstrou interesse em correr as 24 horas de Le Mans, mas não tem nada acertado com os alemães.
19 fevereiro 2014
F1 2014 – Testes Coletivos – Bahrein - Dia 01
GP Update/Sutton
Começou a segunda semana de testes. Neste primeiro dia, quase que o cenário apresentado em Jerez se repetiu. Das fornecedoras, a Mercedes voltou a dominar seguida pela Ferrari e com a Renault ainda engatinhando. Se Kevin Magnussen liderava as atividades no final da manhã, Nico Hülkenberg fechou o dia com o melhor tempo, os dois com motores Mercedes.
As atividades em Sakhir começaram com meia hora de atraso por falta de comissários na pista, problema resolvido os carros foram para a pista. O tempo perdido no início foi compensado no final da atividade.
De problemas, a Red Bull e a Toro Rosso só começaram a andar no período da tarde por atraso na montagem e um possível vazemento de óleo, respectivamente. Sebastian Vettel ainda conseguiu dar 14 voltas (em sequencias pequenas de voltas) com o RB10 até parar na pista bahrenita.
A Williams chegou a andar, mas uma falha no sistema de combustível não permitiu que Felipe Massa fizesse uma volta cronometrada. Dos carros impulsionados com motor Ferrari, quem menos andou foi a Marussia com Jules Bianchi que fez três voltas e também não marcou tempo.
Enquanto isso, no topo da tabela, Force India, McLaren, Mercedes e Ferrari brigavam pelo primeiro lugar, mas sempre com uma pequena vantagem para as três primeiras que sempre marcavam voltas rápidas em sequências mais consistentes. No final do dia, Hülkenberg com o tempo de 1m36s880 fechou o dia no primeiro lugar, quase um segundo mais rápido que Fernando Alonso.
Entre as montadoras, a Mercedes repetiu Jerez e foi a que mais andou com aproximadamente 1.288 quilômetros rodados. A Ferrari andou aproximadamente 806 contra os 514 quilômetros da Renault, boa parte rodada pela Caterham com Robin Frijns.
As equipes retornarão a pista do bahrenita amanhã para o segundo dia de testes.
1) Nico Hülkenberg (ALE) [Force India – Mercedes] 1m36s880 – 78 voltas;
2) Fernando Alonso (ESP) [Ferrari] 1m37s879 – 64 voltas;
3) Lewis Hamilton (ING) [Mercedes] 1m37s908 – 74 voltas;
4) Kevin Magnussen (DIN) [McLaren - Mercedes] 1m38s295 – 81 voltas;
5) Sebastian Vettel (ALE) [Red Bull – Renault] 1m40s224 – 14 voltas;
6) Adrian Sutil (ALE) [Sauber – Ferrari] 1m40s443 – 82 voltas;
7) Robin Frijns (HOL) [Caterham – Renault] 1m42s534 – 68 voltas;
8) Daniil Kvyat (RUS) [Toro Rosso – Renault] 1m44s346 – 5 voltas;
9) Romain Grosjean (FRA) [Lotus - Renault] 1m44s832 – 8 voltas;
10) Felipe Massa (BRA) [Williams – Mercedes] sem tempo – 5 voltas;
11) Jules Bianchi (FRA) [Marussia – Ferrari] sem tempo – 3 voltas.
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| Hulk foi o melhor do primeiro dia de testes no Bahrein |
As atividades em Sakhir começaram com meia hora de atraso por falta de comissários na pista, problema resolvido os carros foram para a pista. O tempo perdido no início foi compensado no final da atividade.
De problemas, a Red Bull e a Toro Rosso só começaram a andar no período da tarde por atraso na montagem e um possível vazemento de óleo, respectivamente. Sebastian Vettel ainda conseguiu dar 14 voltas (em sequencias pequenas de voltas) com o RB10 até parar na pista bahrenita.
A Williams chegou a andar, mas uma falha no sistema de combustível não permitiu que Felipe Massa fizesse uma volta cronometrada. Dos carros impulsionados com motor Ferrari, quem menos andou foi a Marussia com Jules Bianchi que fez três voltas e também não marcou tempo.
Enquanto isso, no topo da tabela, Force India, McLaren, Mercedes e Ferrari brigavam pelo primeiro lugar, mas sempre com uma pequena vantagem para as três primeiras que sempre marcavam voltas rápidas em sequências mais consistentes. No final do dia, Hülkenberg com o tempo de 1m36s880 fechou o dia no primeiro lugar, quase um segundo mais rápido que Fernando Alonso.
Entre as montadoras, a Mercedes repetiu Jerez e foi a que mais andou com aproximadamente 1.288 quilômetros rodados. A Ferrari andou aproximadamente 806 contra os 514 quilômetros da Renault, boa parte rodada pela Caterham com Robin Frijns.
As equipes retornarão a pista do bahrenita amanhã para o segundo dia de testes.
1) Nico Hülkenberg (ALE) [Force India – Mercedes] 1m36s880 – 78 voltas;
2) Fernando Alonso (ESP) [Ferrari] 1m37s879 – 64 voltas;
3) Lewis Hamilton (ING) [Mercedes] 1m37s908 – 74 voltas;
4) Kevin Magnussen (DIN) [McLaren - Mercedes] 1m38s295 – 81 voltas;
5) Sebastian Vettel (ALE) [Red Bull – Renault] 1m40s224 – 14 voltas;
6) Adrian Sutil (ALE) [Sauber – Ferrari] 1m40s443 – 82 voltas;
7) Robin Frijns (HOL) [Caterham – Renault] 1m42s534 – 68 voltas;
8) Daniil Kvyat (RUS) [Toro Rosso – Renault] 1m44s346 – 5 voltas;
9) Romain Grosjean (FRA) [Lotus - Renault] 1m44s832 – 8 voltas;
10) Felipe Massa (BRA) [Williams – Mercedes] sem tempo – 5 voltas;
11) Jules Bianchi (FRA) [Marussia – Ferrari] sem tempo – 3 voltas.
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