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31 maio 2023

Newgarden foi pra galera | Pit Stop | #036

Josef Newgarden derrota Marcus Ericsson em duelo particular nas últimas voltas da Indy 500 e dá 19ª vitória para a Penske na prova, a primeira depois que Roger Penske comprou a categoria e o autódromo de Indianápolis.

22 outubro 2018

Programa #034 - Pós GP dos Estados Unidos de F1 2018

Kimi Raikkonen venceu o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 e ajudou a evitar que Lewis Hamilton conquistasse o pentacampeonato por antecipação. Sebastian Vettel não passou de um quarto lugar depois de um novo erro em disputa de posição.

24 agosto 2017

Como a Sauber deve disputar a F1 em 2018?


O time de Hinwil está buscando recuperação após uma primeira metade de 2017 bem conturbada. Para isso já fechou contrato de motores que deve afetar a escolha dos pilotos da próxima temporada.

MOTOR
Depois de andar com os motores de 2016 da Ferrari nesta temporada, a Sauber chegou a fechar com a Honda para 2018 antes da demissão de Monisha Kaltenborn. Assim que a única mulher que chefiou uma equipe na história da Fórmula 1 foi demitida o contrato foi colocado em cheque pelas duas partes. Por fim, Frédéric Vasseur (ex-Renault) assumiu o comando do time e a Sauber acertou um novo contrato com a Ferrari.

Especulações indicam que o time deve ser uma equipe B da Ferrari abrigando os pilotos iniciantes da montadora em troca de um desconto nos valor das unidades de força. É aí que mora a dúvida para a dupla de pilotos.

PILOTOS
Logo de cara, o contrato com a Ferrari já ameaça demais a Pascal Wehrlein. O alemão é cria da Mercedes e só ficou na Sauber por uma possibilidade de negociação de fornecimento de motores entre as duas partes. Situação que não aconteceu e deve deixar o Wehrlein sem vaga para a próxima temporada mesmo sendo o responsável pelos pontos da Sauber na temporada.

O contrato com a Ferrari também coloca a permanência de Marcus Ericsson em cheque. Piloto pagante, Ericsson não está na Sauber apenas pelo "talento e o rostinho bonito". Nem mesmo o dinheiro poderia garantir o sueco na equipe para a próxima temporada. Hoje, Ericsson é junto com Jolyon Palmer um dos pilotos regulares que não pontuou na temporada.

Neste cenário entram Antonio Giovinazzi e Charles Leclerc. A dupla de pupilos da Ferrari é a aposta mais sólida para andar pela Sauber no próximo campeonato. Giovinazzi substituiu Wehrlein nas primeiras corridas do ano e também ao longo de toda a pré-temporada. Não fez feio e chamou a atenção de outras equipes da categoria mesmo sem pontuar.

Charles Leclerc domina com folga a temporada da Fórmula 2 e já é apontado como promessa para a Fórmula 1. O monegasco é apontado como favorito para ocupar a segunda vaga na Sauber na próxima temporada independente de quem esteja no outro carro.

Lembre-se que boa parte do que foi falado nesta postagem ainda não passa de mera especulação neste momento.

16 julho 2017

F1 2017 - GP da Inglaterra - Hamilton faz Grand Chelem e encosta em Vettel no campeonato

Twitter / Formula 1 (@F1)
Hamilton conquistou o terceiro Grand Chelem da carreira
Lewis Hamilton sobrou no GP da Inglaterra e conquistou o terceiro Grand Chelem - corrida em que conquistou a pole, volta mais rápida, vitória e liderou todas as voltas da corrida - da carreira. Para completar o domingo de festa de Hamilton, Sebastian Vettel teve um furo de pneus nas voltas finais e terminou apenas em sétimo fazendo a diferença entre os dois no campeonato cair para apenas um ponto. Valtterri Bottas terminou em segundo, Kimi Raikkonen em terceiro e Daniel Ricciardo que largou em último fechou a corrida na quinta colocação. Felipe Massa completou a zona de pontuação no décimo lugar.

Lewis Hamilton teve outra corrida mais que dominante. O inglês repetiu o desempenho do GP da China e sobrou na ponta. O Grand Chelem também foi conquistado porque os pilotos da Ferrari e da Red Bull pararam mais cedo para a troca de pneus. Sem pressão, Hamilton acabou contando com a sorte no final da prova para encostar de vez em Vettel na briga pelo campeonato, mas isso é assunto para mais tarde.

Com a vitória de hoje, Hamilton igualou a marca de Jim Clark e Alain Prost de cinco vitórias no GP da Inglaterra. Essa é a quarta vitória consecutiva do inglês da Mercedes em Silverstone, a primeira aconteceu no conturbado GP da Inglaterra de 2008, quando ainda corria pela McLaren.

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Bottas pressionou Vettel que deu essa fritada de pneu
Valtteri Bottas largou da nona posição e em sete voltas já era o quinto colocado apenas atrás de Hamilton, Kimi Raikkonen, Max Verstappen e Sebastian Vettel. O finlandês andou em uma estratégia diferente dos líderes e chegou a ser um problema para Verstappen e Vettel antes das paradas. Depois de todas as paradas regulares, Bottas era o quarto, em seguida pressionou Vettel e causou essa travada da imagem acima. O finlandês ainda ganhou o segundo lugar com o problema enfrentado por Raikkonen nas últimas voltas da corrida.

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Raikkonen ficou bem chateado mesmo subindo ao pódio pela terceira vez no ano
Kimi Raikkonen talvez tenha sido o piloto mais injustiçado do final de semana. O finlandês fez uma boa classificação conseguindo largar em segundo e manteve-se nessa posição ao longo de toda a prova. Para o cenário ser melhor ainda para o "Iceman", ele tinha uma vantagem confortável para manter Vettel longe de uma troca de posições. A troca de pneus da Ferrari aconteceu mais cedo que a da Mercedes na tentativa de passar/ganhar tempo em relação aos adversários na pista. Acontece que os italianos acabaram pagando caro no final da prova. Raikkonen foi a primeira vítima com um pneu furado na antepenúltima volta. O finlandês perdeu o segundo lugar, mas conseguiu o terceiro graças aos problemas de Verstappen e Vettel. Ao final da prova era clara a insatisfação de Raikkonen com os problemas de pneus das últimas voltas.

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Vettel teve um furo de pneu na penúltima volta da corrida
Se Raikkonen foi prejudicado tendo o furo de pneus perto dos boxes, Vettel teve um furo de pneu na metade da pista, saiu do asfalto e andou metade da volta com um pneu furado. O alemão havia conquistado a posição de Verstappen na base da estratégia, mas viu o pneu furar na penúltima volta da corrida. Vettel caiu do terceiro para o sétimo lugar arrasando com toda a vantagem que tinha havia construído no campeonato até o momento.

Max Verstappen fez outra corrida "feijão com arroz". O holandês buscava terminar a corrida depois de uma sequência de três abandonos. Verstappen acabou perdendo as posições para Vettel e Bottas na troca de pneus, mas seguia fazendo uma boa corrida. O garoto foi um dos primeiros a reclamar dos pneus, também acabou sofrendo com o desgaste e foi obrigado a parar e fazer uma segunda troca de pneus, mas ainda salvou um quarto lugar.

Daniel Ricciardo fez uma corrida maravilhosa em Silverstone. O australiano largou em 19º, escalou o grid muito bem e antes da parada já estava dentro da zona de pontuação. Ricciardo deu 33 voltas com o pneu supermacio, colocou o macio e foi para cima do grupo de pilotos dentro do Top 10. No final, Ricciardo terminou em quinto e ainda foi considerado pelo público o melhor piloto do dia.

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Sainz foi retirado da corrida pelo companheiro de time, Daniil Kvyat
Se a corrida da Ferrari foi ruim, a da Toro Rosso foi pior ainda. Logo na primeira volta, Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr. disputavam posições e no complexo da Becketts o russo saiu da pista, mas quando retornou bateu em Sainz e causou a única bandeira amarela da prova. Sainz saiu da corrida logo na primeira volta. Kvyat recebeu um Drive Through e outros dois pontos na carteira. O russo só terá pontos descontados em outubro perto da corrida dos Estados Unidos.

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Palmer sequer largou com a Renault
A Renault teve uma prova de altos e baixos. Para os franceses, começou com Jolyon Palmer abandonando antes mesmo da largada e obrigando uma segunda volta de apresentação. Sem um carro, o time concentrou-se no outro carro que estava dentro da zona de pontuação. Nico Hülkenberg correu bem e manteve-se entre os dez primeiros durante toda a prova e ainda fechou em sexto marcando mais alguns pontos que o recolocaram dentro do Top 10 do campeonato.

O brasileiro Felipe Massa que mais uma vez sofreu com a Williams que não aqueceu os pneus durante a classificação fez outra prova de recuperação. O #19 largou bem e já beliscava os pontos nas primeiras voltas. Massa conseguiu algumas ultrapassagens ao longo da prova e fechou em décimo para marcar um pontinho.

Aqui vai um destaque especial para Marcus Ericsson. O sueco não anda sabendo lidar com ultrapassagens, no caso, quando ele é ultrapassado. Na corrida de hoje, ele jogou o carro para cima de Pascal Wehrlein, prejudicou o companheiro de equipe, e mais tarde abriu a trajetória quando era ultrapassado por Romain Grosjean na parte final da prova. O curioso é que os comissários não fizeram nada, mesmo as manobras do sueco sendo claramente propositais.

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Resultado do GP da Inglaterra de Fórmula 1
O campeonato pegou fogo mais uma vez. Agora Vettel tem apenas um ponto de vantagem para Hamilton. Bottas também descontou muito da diferença que tem para os líderes, agora o finlandês tem 23 pontos de desvantagem. A briga está entre o trio e deve ganhar contornos bem interessantes na Hungria. Mais atrás Ricciardo mantém-se à frente de Raikkonen enquanto Verstappen retomou o sexto lugar e Massa saiu do Top 10.

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Campeonato de Pilotos após o GP da Inglaterra
O Campeonato de Construtores segue amplamente dominado pela Mercedes. Os prateados já tem 55 pontos de vantagem para a Ferrari (330 pontos contra 275 pontos). A Red Bull segue isolada na terceira posição com 174 pontos, o mesmo acontece com a Force India no quarto lugar com 95 pontos. A Williams consegue desgarrar-se na quinta colocação com 41 pontos. A briga esquenta entre o sexto e o oitavo lugares onde a Toro Rosso lidera o grupo com 33 pontos, a Haas aparece em seguida com 29 e a Renault é a oitava com 26. A Sauber e a McLaren seguem fechando a classificação com cinco pontos para os suíços e outros dois para os ingleses.

A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Hungria no dia 30 de julho e é o último antes das férias da categoria.




Caso não consiga assistir a lista de vídeos incorporada acima, você pode vê-la clicando neste link aqui.

28 maio 2017

F1 2017 - GP de Mônaco - Vettel encerra jejum de 16 anos da Ferrari em Monte Carlo

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Vettel usou a estratégia para vencer pela segunda vez em Mônaco, a terceira vitória do alemão na temporada
Sebastian Vettel venceu o GP de Mônaco deste domingo. O alemão encerrou um jejum de 16 anos da Ferrari no principado, ampliou a liderança no campeonato, chegou a marca de três vitórias em seis corridas e é o único que terminou todas as corridas do ano no pódio. Lewis Hamilton conseguiu terminar em sétimo e Felipe Massa em nono.

Vettel contou muito com a estratégia para conquistar a vitória. O alemão da Ferrari atrasou a parada para troca de pneus em algumas voltas, andou muito rápido e conseguiu retornar para a pista à frente de Kimi Raikkonen para vencer pela terceira vez nessa temporada. Vettel encerrou um jejum de vitórias da Ferrari em Monte Carlo que já durava 16 anos. A última vez que a Ferrari venceu em Mônaco foi em 2001, também uma dobradinha, com Michael Schumacher em primeiro e Rubens Barrichello em segundo.

Kimi Raikkonen, que não marcava uma pole há nove anos - França em 2008 -, fazia uma corrida muito boa. O finlandês acabou parando cedo demais, em resposta as paradas de Valtteri Bottas e Max Verstappen, e perdeu muito tempo atrás de retardatários assim que voltou dos pits. Isso tudo acabou contando para Vettel voltar da parada à frente do finlandês que ainda assim completou a dobradinha da Ferrari no principado.

Daniel Ricciardo seguiu uma estratégia muito parecida com a de Sebastian Vettel. O australiano virou algumas voltas rápidas em sequência - três voltas seguidas fazendo a melhor volta da corrida - e conquistou o espaço necessário para saltar do quinto para o terceiro lugar na pista à frente de Valtteri Bottas e Max Verstappen. Grande manobra de Ricciardo para conquistar um resultado improvável em Mônaco.

Valtteri Bottas foi outra vítima da falta de rendimento da Mercedes em circuitos de baixa velocidade. O piloto do #77 conseguiu segurar o ritmo de Verstappen por um bom tempo e assim que Verstappen parou, o finlandês e a Mercedes responderam rapidamente fazendo a parada para troca de pneus e segurou momentaneamente o terceiro lugar. Acontece que a Mercedes não contava com o bom rendimento de Ricciardo e Bottas perdeu o último lugar no pódio. Essa talvez seja a maior decepção da prova deste domingo.

Max Verstappen bem que tentou, mas foi completamente anulado por Valtteri Bottas. O piloto da Red Bull chegou a soltar alguns xingamentos no rádio assim que soube que Ricciardo havia conseguido ultrapassar tanto ele quanto Bottas com a estratégia diferente na parada nos pits. Restou o quinto lugar para Verstappen.

Lewis Hamilton talvez tenha sido o grande destaque da corrida em Mônaco. O tricampeão largou do 13º posto e foi paciente para começar a conquistar posições. Hamilton conquistou uma posição na largada, segurou o máximo que pode a parada para troca de pneus, foi o último a fazer a troca de pneus na volta 47 e saltou para o sétimo lugar. O estrago no campeonato foi amenizado ao máximo com uma estratégia muito bem acertada.

Outro que foi nessa leva de Hamilton foi o brasileiro Felipe Massa. Largando do 14º lugar, o brasileiro contou com as quebras para terminar em nono mesmo com duas paradas para troca de pneus. Massa mostrou que toda a experiência ainda vale muito nessa Fórmula 1 atual e garantiu mais alguns pontinhos para a Williams nessa temporada.

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Button causou o acidente mais preocupante da corrida e deixou Wehrlein vendo o mundo de lado
O grande acidente da corrida envolveu Jenson Button e Pascal Wehrlein. Preso atrás do alemão da Sauber durante toda a corrida, Button tentou uma ultrapassagem na Portier - na curva de entrada do túnel - e acabou jogando o #94 para o guard-rail. O acidente causou a entrada do Safety Car e uma longa bandeira amarela. O acidente causou o abandono tanto de Wehrlein quanto de Button. Para completar o dia triste para a McLaren que conquistava os primeiros pontos do ano acabou batendo a abandonando na parte final da corrida.

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Ericsson abandonou após bater ao ultrapassar o safety car
O momento bizarro da corrida foi protagonizado por Marcus Ericsson. O sueco da Sauber bateu ao ultrapassar o safety car na Sainte Devote. Ericsson acabou escorregando no asfalto desgastado da curva 01 e acabou acertando a proteção.

Um destaque positivo foi a melhor volta de Sergio Pérez nos últimos instantes do GP de Mônaco. A volta de 1m14s820 é o novo recorde da pista de Monte Carlo neste traçado usado atualmente.

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Resultado do GP de Mônaco, sexta etapa do campeonato
O campeonato de pilotos tem uma liderança folgada de Vettel a partir de agora. O alemão já tem 25 pontos de vantagem - o equivalente a uma vitória - para Lewis Hamilton e tem uma boa gordurinha para queimar. Bottas é o terceiro colocado isolado, o mesmo para Raikkonen no quarto lugar. Daniel Ricciardo e Max Verstappen trocaram posições no quinto e sexto lugares.

Do sétimo em diante a coisa está um pouco mais embolada. Pérez tem uma folguinha para Sainz, Massa e Ocon completando o Top 10 até o momento.

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Campeonato de Pilotos após o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada
Desta vez, a Ferrari conseguiu sair de uma corrida com uma vantagem significativa para a Mercedes no Campeonato de Construtores. Os italianos tem 196 pontos contra 179 dos alemães, 97 da Red Bull, 53 da Force India - primeira corrida que o time não pontuou neste ano -, 29 da Toro Rosso, 20 da Williams, 14 da Renault e da Haas e o zero ponto da McLaren.

A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP do Canadá entre os dias 09 e 11 de junho.




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17 abril 2017

F1 2017 - GP do Bahrein - Vettel conta com tática e erro de Hamilton para vencer pela segunda vez no ano

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Mais uma vez Vettel contou com uma tática melhor para bater Hamilton
Sebastian Vettel venceu o GP do Bahrein neste domingo, a segunda vitória em três corridas, ao contar com uma tática bem afiada e o erro de Lewis Hamilton durante o Safety Car que gerou uma punição determinante para o resultado final da corrida. A nova vitória confirmou tanto Vettel quanto a Ferrari na liderança dos campeonatos de pilotos e construtores, respectivamente.

O alemão Sebastian Vettel construiu a vitória desde a largada. Antes mesmo da curva 01 o piloto da Ferrari já estava à frente de Hamilton e fazendo uma forte pressão em Valtteri Bottas, o pole e líder da prova naquele momento. Sem conseguir ultrapassar Bottas na pista a dupla Vettel/Ferrari investiu na tática e o alemão parou mais cedo. Quando o safety car causado pelos acidentes de Max Verstappen e Lance Stroll/Carlos Sainz Jr entrou na pista e quem ainda não tinha parado fez o primeiro pit stop, Vettel estava à frente do pelotão e liderando.

Alías uma pausa para falar do acidente entre Stroll e Sainz. Esse foi o ponto determinante para o resultado final da corrida. Dessa vez Lance Stroll fazia uma corrida boa em relação ao que apresentou na Austrália e na China. Por outro lado, Carlos Sainz vivia um final de semana infernal. O espanhol teve problemas com extintor, falta de combustível e fazia uma corrida de recuperação.

Ao contrário do que aconteceu na China, quando Stroll fechou a trajetória de Sergio Pérez, desta vez a culpa não foi do novato da Williams. Acontece que ao sair dos pits, Sainz não considerou que Stroll não tinha mais visão dele e resolveu fazer a curva normalmente ao invés de frear mais cedo e contornar a curva atrás da Williams. No caso, a punição de três posições no grid do GP da Rússia e os dois pontos na carteira de Carlos Sainz Jr. foram mais do que justos.

O Safety Car causado pelo acidente da dupla Stroll/Sainz só ajudou Vettel. Para não ficar muito tempo parado nos pits atrás de Bottas, Hamilton segurou o ritmo dele e de Daniel Ricciardo. A direção de prova deu um Time Penalty de 5 segundos para o inglês. Tendo que correr ainda mais para descontar o tempo da punição, Hamilton imprimiu um ritmo muito forte para ficar em apenas uma parada. A Mercedes optou por um último stint com pneus macios e não supermacios, escolha que não ajudou o inglês a descontar o suficiente da diferença para Vettel. Mesmo sem a punição, Hamilton ainda teria 1s6 de atraso para o líder.

A outra Mercedes saiu da pole, mas terminou no terceiro lugar. A cara nada satisfeita de Valtteri Bottas no pódio refletia bem qual foi a situação do finlandês na corrida. De líder e concorrente a vitória, Bottas teve que abrir espaço para Hamilton e fazer o jogo de equipe. No final da prova, o finlandês terminou em um terceiro lugar bem desagradável.

A Red Bull passou por uma corrida de altos e baixos. Começando pela notícia ruim, Max Verstappen estava bem na corrida e um problema nos freios fez o holandês bater - relativamente devagar, já que os freios travaram - e abandonar com 12 voltas. Após o Safety Car, Daniel Ricciardo confirmou a boa classificação e melhorou de desempenho durante a corrida e confirmou o bom quinto lugar, o primeiro atrás das Ferraris e das Mercedes.

Felipe Massa foi outro que fez o que podia com o equipamento disponível. Primeiro, Massa largou bem mesmo estando no lado sujo da pista e saltou do oitavo para o sexto lugar. Depois do Safety Car o brasileiro chegou a andar em quarto, mas acabou cedendo posições para Kimi Raikkonen e Ricciardo. No final, Massa terminou na melhor posição que a Williams poderia conquistar, o sexto lugar.

Sobre as intervenções da direção de prova, o Safety Car foi a decisão certa, mas apenas uma bandeira amarela localizada quando Marcus Ericsson parou em uma posição perigosa nas voltas finais não foi nada bom. O carro da Sauber estava parado em uma zona de frenagem - local bem crítico - e o ideal seria acionar o Virtual Safety Car para não interferir tanto na caça de Hamilton e manter a segurança na pista.

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Resultado do GP do Bahrein


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O campeonato de Pilotos voltou a ter liderança apenas de Sebastian Vettel. O alemão da Ferrari tem sete pontos de vantagem para Hamilton fazendo a dupla sobrar na briga pelo caneco. No segundo plano, Bottas e Kimi Raikkonen fazem outro duelo Ferrari/Mercedes no campeonato. No duelo finlandês, o do carro prateado é o terceiro colocado com quatro pontos de vantagem para o do carro vermelho. Verstappen e Ricciardo formam um terceiro grupo, seguidos à distância por Felipe Massa, Sergio Pérez e Carlos Sainz. Romain Grosjean entrou no Top 10 com os pontos do GP do Bahrein.

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Entre os Construtores, a Ferrari voltou a liderar. A Escuderia tem três pontos de vantagem para os atuais campeões. Ferrari e Mercedes estão isoladas nessa briga, tanto que a Red Bull, terceira colocada, tem pouco menos da metade dos pontos da Mercedes e bem à frente da adversária mais próxima. A Force India, quarta colocada, tem 30 pontos a menos que os touros vermelhos. Os indianos brigam duramente com Williams e Toro Rosso. Haas e Renault ainda estão um passo atrás. Sauber e McLaren seguem sem pontuar.

A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Rússia no dia 30 de abril.

20 fevereiro 2017

Sauber C36

Site Oficial da Sauber
O novo C36 vem com uma nova pintura em comemoração aos 25 anos da Sauber
Site Oficial da Sauber
A Sauber deu a largada da semana de apresentações dos carros para a temporada 2017 da Fórmula 1. O time suíço revelou bem no início da manhã desta segunda-feira - pouco antes das 7h, no horário de Brasília - o novo C36. Além das alterações já esperadas por causa do novo regulamento aerodinâmico que a Fórmula 1 vai introduzir nesse ano - carro mais largo, asa traseira mais baixa e mais larga, asa dianteira em "V" e pneus maiores -, a pintura da Sauber também sofreu alterações em comemoração aos 25 anos da equipe na Fórmula 1 e também um pouco pela saída do Banco do Brasil. Agora a Sauber vai correr com um carro pintado em azul, branco, dourado e preto.

As principais mudanças do C36 em relação ao antecessor C35 são bem mais aparentes que as vistas, por exemplo, na Williams. O novo carro segue a tendência de ter uma barbatana na carenagem que faz a cobertura do motor. A parte traseira foi completamente remodelada, as entradas de ar laterais são ligeiramente menores e a entrada de ar no Santo Antônio está dividida ao meio. O bico mantém um espécie de "língua" um pouco menor que a do C35. Como também era esperado o novo C36 tem mais aletas aerodinâmicas.

Site Oficial da Sauber

Sem tantos patrocinadores, o time teve muitos espaços "vazios", ou em branco mesmo, na carenagem, tanto que a Sauber colcou no bico e na tampa do motor a frase "25 anos na Fórmula 1".

O time terá como pilotos titulares o sueco Marcus Ericsson e o alemão Pascal Wehrlein, substituindo o brasileiro Felipe Nasr. Na pré-temporada o time também vai contar com os serviços do italiano Antonio Giovinazzi, vice-campeão da GP2 Series em 2016, que vai correr no lugar de Wehrlein. O alemão foi vetado pelos médicos por causa do acidente sofrido na Race of Champions no final de janeiro e ainda segue como dúvida para o início da temporada na Austrália.

Uma situação que deve prejudicar o desempenho da Sauber em 2017 é o motor. Sem dinheiro para comprar as novas unidades da Ferrari, o time suíço vai correr essa temporada com as usinas de 2016 da fabricante italiana, mais baratas que os modelos atualizados. Por isso mesmo que a chegada de Wehrlein ao time foi vista como um espécie de acordo futuro do time com a Mercedes visando um acordo de fornecimento de motores.

O C36 deve ir para a pista pela primeira vez na quarta-feira quando será apresentado para a imprensa em Barcelona e a equipe fará as filmagens do novo carro no traçado espanhol.

16 novembro 2016

F1 2017 - Dança das Cadeiras (3)

A terceira parte dos posts sobre a Dança das Cadeiras da Fórmula 1 para 2017 está aqui. Hoje é a vez de encerrar com a Williams, Haas, Marussia e a Sauber. Se você perdeu a primeira parte e a segunda parte, clique aqui (Parte 01) e aqui (Parte 02) antes, leia e volte para essa terceira postagem. Agora, se você já passou pelos posts anteriores, fique por aqui.

WILLIAMS
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Se teve uma equipe que quase ficou sem pilotos foi a Williams. Felipe Massa e Valtteri Bottas foram procurados pela Renault e outras equipes, mas o cenário foi se fechando e a Williams tratou de garantir Bottas, uma vez que Massa resolveu aposentar-se da Fórmula 1. Lance Stroll vem direto da Fórmula 3 Europeia com um título e um caminhão (talvez uma betoneira lotadinha) de dinheiro.

HAAS
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O time americano chegou sem fazer feio na Fórmula 1. Romain Grosjean não fez feio e uma renovação era mais do que esperada. A dúvida ficava para o segundo assento. Esteban Gutiérrez não fez nada demais e não precisava de muito para sacar o mexicano da Haas. Foi Kevin Magnussen resmungar por um contrato maior na Renault e os franceses negarem que a Haas pinçou o dinamarquês de lá. O contrato com o K-Mag é para 2017, mas deve ser estendido.

MARUSSIA
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A Marussia ainda não definiu nenhum assento e muito se especula sobre o time. Um nome provável já é o do alemão Pascal Wehrlein. O vínculo do alemão com a Mercedes pode garantir mais uma vez aquele descontinho maroto no preço do motor e é claro que a Manor está de olho nisso. O outro nome deve trazer dinheiro e o favorito nessa leva é o inglês Jordan King, atual reserva do time.

SAUBER
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Depois do GP do Brasil a Sauber deve renovar com Marcus Ericsson e Felipe Nasr. Ericsson já tem o contrato encaminhado e Nasr resgatou U$13 milhões que estavam indo para a conta da Manor com os dois pontos conquistados em Interlagos nesse domingo. Se o décimo lugar no campeonato de Construtores for confirmado em Abu Dhabi, é aí que o brasileiro deve ter tudo acertado para mais um ano no time suíço.

[Atualizado dia 21/11/2016 às 21h47] No última final de semana, o cenário da Sauber começou a ganhar uma definição. No domingo, a equipe e Marcus Ericsson confirmaram a permanência do sueco por mais uma temporada no time de Hinwil. Por outro lado, o jornal Folha de São Paulo publicou que o Banco do Brasil não renovou o contrato com a Sauber para 2017. Situação que complica a sequência de Felipe Nasr na categoria.

Perdeu os posts anteriores? Clique aqui para ver a Parte 01 e a Parte 02 dessa série.

22 junho 2016

F1 2016 - GP da Europa - Rosberg sobra em corrida chata e retoma vantagem no campeonato

Twitter / Formula 1 (@F1)
Rosberg voltou ao jogo com a vitória em Baku
Meu amigo, que corrida chata. Não tem muito sobre o quê comentar desse GP da Europa. Nico Rosberg largou, fez suas paradas nos boxes e ganhou. Sem sustos, sem problemas e nem complicações. Molezinha, molezinha.

Como Lewis Hamilton bateu no sábado, largou do 10º lugar no domingo e não passou do quinto lugar na corrida, a diferença que separava a dupla da Mercedes saltou dos nove para os 24 pontos mais uma vez. De revoltante, foi a atitude de Hamilton que não soube solucionar o problema de seu carro e ficou choramingando durante a corrida. Na briga pelo campeonato, se Rosberg sabe ele também deveria saber.

De bom mesmo, só o desempenho de Sergio Pérez. O mexicano repetiu o pódio de Mônaco, mas diferente de Monte Carlo, o resultado foi genuínio e não veio de um golpe de sorte. Baita corrida do novo valorizado do mercado de pilotos.

Felipe Massa apareceu pelo pit stop que a equipe Williams fez durante a corrida. O time inglês igualou a marca da Red Bull do GP dos Estados Unidos de 2013. Impressionante como a troca no material da suspensão dos seu modelo fez os tempos nas paradas dos boxes caírem consideravelmente. A Williams tem brigado frequentemente pelo melhor pit stop de cada etapa toda santa corrida dessa temporada. Agora só falta eles acertarem as estratégias.

De resto, a Sauber andou melhor, mas não conseguiu refletir em um resultado efetivo. Felipe Nasr fechou a corrida em 12º enquanto Marcus Ericsson só foi o 18º. Foi legal ver Nasr brigando por posições mais uma vez e não apenas tomando riscos no capacete.

O campeonato ganha um novo rumo, exatamente o mesmo que tinha antes do GP do Canadá. Rosberg tem uma pequena vantagem, mas não pense em bobear que Hamilton está na cola. Por outro lado, se Hamilton também vacilar, Rosberg escapa. Resta saber quem vai se dar melhor nessa briga de gato e rato que é o campeonato desse ano.

O próximo capítulo dessa história será o GP da Áustria no dia 03 de julho.

01 março 2016

Sauber C35

Facebook / Sauber F1 Team

Foi ontem que a Sauber apresentou de forma oficial pela internet o C34 C35, modelo com que o time vai disputar essa temporada da Fórmula 1. O modelo não tem quase nada de diferente do carro que começou bem a temporada 2015 e, sem desenvolvimento, perdeu terreno ao longo da temporada passada. Destaque mesmo para o bico do carro e a asa dianteira. O bico ficou menor e a asa foi remodelada, seguindo as tendências apresentadas pelas outras equipes na semana passada.

Felipe Nasr e Marcus Ericsson serão mais uma vez os pilotos do time que mantém a pintura azul, amarela e branca de 2015, com alguns novos patrocinadores ganhando destaque na asa traseira.

O novo C34 C35 já está sendo usado na segunda semana de testes coletivos da Fórmula 1, que começou hoje e vai até a quinta-feira em Barcelona, na Espanha. Na semana passada, o time de Hinwil usou o modelo do ano passado para testar os novos compostos da Pirelli para 2016.

09 março 2015

Sauber pronta

Reprodução / YouTube / Sauber F1 Team

A Sauber também soltou um vídeo no melhor clima desse blog, pedindo para (re)ligarem os motores (deste jeito, não é coisa minha não). Como a Williams fez, Marcus Ericsson e Felipe Nasr são algumas das estrelas do vídeo junto com a equipe técnica e o novo carro. Assista:

23 julho 2014

Cascos 2014: De sueco para sueco

Flicker/Caterham

Continuando com os posts sobre os capacetes que foram usados nesta temporada da Fórmula 1, o sueco Marcus Ericsson aproveitou o GP de Mônaco para fazer uma bela homenagem ao compatriota Ronnie Peterson. O piloto da Caterham correu com a mesma pintura que Peterson usou durante a década de 70 (Entre 1970 e 1978) quando correu na categoria máxima do automobilismo, apenas um detalhe ou outro foram alterados.

Com este casco que aconteceu o acidente em que o brasileiro Felipe Massa abriu passagem para o piloto da Caterham na classificação e Ericsson acabou batendo e tirando a possibilidade dos dois carros de fazer uma boa classificação (Não lembra do acidente? Clique aqui para assistir).