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21 novembro 2013

Valeu Dario

O feriadão não foi tão legal para o mundo do automobilismo. Aos 40 anos, o escocês Dario Franchitti anunciou a sua aposentadoria do automobilismo por causa do acidente que ele sofreu em Houston, penúltima etapa da temporada da Indy neste ano. A decisão foi tomada por recomendação dos médicos já que o piloto sofreu fraturas em duas vértebras e no tornozelo direito e também uma concussão cerebral. Franchitti já passou por duas cirurgias no tornozelo.

Pior para a Ganassi e a Indy que perdem um baita piloto. Para mim, Dario Franchitti era disparado o melhor piloto da categoria há algum tempo e teria total capacidade de correr em alto nível em outras categorias. Vez por outra o escocês voador tirava um coelho da cartola e garantia um bom resultado para o time. Também acredito que os últimos três títulos do escocês na categoria demonstraram o quanto Franchitti é completo como piloto.

Está certo que duas das três Indy 500 que ele venceu vieram na sorte típica da corrida americana, mas não tira o mérito e o merecimento das vitórias no oval de Indiana. Para fechar o escocês integrou o que eu também acredito ser o "Dream Team" da Indy, pelo menos na época. Entre 2004 e 2005, a Andretti-Green era formado pelo próprio Franchitti, Tony Kanaan, Dan Wheldon e Bryan Herta. O time era tão forte que vez por outra marcava dobradinhas ou trincas e chegou a fazer a quadra na etapa de São Petersburgo de 2005.

Para se despedir do tetracampeão da categoria, três vezes vencedor da Indy 500 e dono de 31 vitórias, a Indy fez a seguinte homenagem:



Chip Ganassi que ficou com um problemão nas mãos e não tem ideia de quem possa ocupar o lugar de Franchitti no time. O chefão chegou a cogitar colocar Tony Kanaan no carro #10 e contratar outro piloto para o #8, que por enquanto é do brasileiro.

19 outubro 2013

A decisão da Indy

Agora a noite acontece a última corrida da temporada 2013 da Fórmula Indy. O campeonato novamente chega para ser decidido na corrida final no oval de Fontana e com apenas dois pilotos na briga pelo título de campeão. Os candidatos são o neozelandês Scott Dixon e o brasileiro Hélio Castronves.

Toda a decisão do título desta temporada envolve velhas rivalidades da categoria. A maior de todas é a briga entre Ganassi e Penske. Principalmente na metade final desta temporada o ânimos ficaram mais exaltados entre os dois times com lances polêmicos nas etapas de Sonoma e Baltimore. O duo Ganassi/Dixon acusou nas duas etapas que a Penske tenha feito jogo de equipe com Will Power para que Dixon fosse prejudicado com acidentes ou punições.

Em Sonoma foi o atropelamento do mecânico de Power por Dixon no trecho final de prova, que gerou um Drive Through para o neozelandês. Em Baltimore, em um das relargadas Power fechou o neozelandês da corrida de forma infantil, pediu desculpas, mas não diminuiu a chateação de Dixon por estar fora de uma corrida importante no final da temporada.

O novo divisor de águas veio em Houston quando Hélio Castroneves sofreu durante todo o final de semana com problemas de câmbio e terminou em último nas duas corridas da Rodada Dupla. Por outro lado, Dixon venceu a primeira corrida e terminou em segundo na outra corrida e reassumiu a ponta do campeonato.

O acidente de Dario Franchitti, da Ganassi, somado aos péssimos resultados de Castroneves em Houston fizeram os dois times se mobilizarem para a corrida final da temporada. Roger Penske resolveu chamar AJ Allmendinger pela terceira vez nesta temporada e Chip Ganassi trouxe Alex Tagliani para substituir o lesionado Franchitti. Atitudes claramente tomadas para beneficiar os pilotos que estão na briga pelo título.

A vantagem de 25 pontos de Dixon para Castroneves deixa o piloto da Ganassi em uma posição muito confortável para a corrida desta noite. O neozelandês precisa chegar na frente do brasileiro ou de um sétimo lugar para ser campeão sem depender de nenhum resultado do adversário da Penske.

A situação de Hélio Castroneves já é mais complicada. O brasileiro já precisava fazer a pole para aumentar as possibilidades de combinações de resultados para tentar continuar na briga pela taça. A Pole já ficou com Will Power, companheiro de Castroneves na Penske.

As combinações para que o brasileiro seja campeão são as seguintes:
- Hélio Castroneves terminando em 1º e Dixon terminando no máximo no 8º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 2º, liderando o maior número de voltas e Dixon terminando no máximo no 14º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 2º e Dixon terminando no máximo no 16º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 3º, liderando o maior número de voltas e Dixon terminando no máximo no 19º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 3º e Dixon terminando no máximo no 21º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 4º, liderando o maior número de voltas e Dixon terminando no máximo no 22º lugar;
- Hélio Castroneves terminando em 4º (ou 5º, liderando o maior número de voltas) e Dixon terminando no máximo no 24º lugar;
- Se Hélio Castroneves simplesmente chegar em quinto ou em qualquer posição inferior o título fica com Scott Dixon;

Para fechar, das últimas cinco temporadas em quatro o piloto que chegou em segundo no campeonato para a disputa da última etapa, reverteu a situação e tornou-se campeão. Curiosamente a única vez que isso não aconteceu foi justamente quando Dixon e Castroneves disputaram o título em 2008.

11 outubro 2013

Recebeu alta

Twitter Chip Ganassi
Aí ao lado está a foto divulgada pela Chip Ganassi de Dario Franchitti deixando o hospital de Houston, nos Estados Unidos, ontem à noite. O escocês sofreu um grave acidente no domingo e teve uma concussão, fraturas em duas vértebras e uma fratura no tornozelo direito. Franchitti ainda passou por uma cirurgia no tornozelo para estabilizar a fratura.

A Ganassi já anunciou que o escocês voador não vai participar da etapa de Fontana, que encerra a temporada, e para o seu lugar foi chamado o experiente Alex Tagliani. O trabalho do espanhol será o de ajudar Scott Dixon na briga pelo campeonato. O neozelandês da Ganassi é o líder do campeonato com 25 pontos de vantagem para Hélio Castroneves.

08 outubro 2013

F-Indy – Rodada Dupla de Houston

Final de semana para Hélio Castroneves esquecer, de líder e com 49 pontos de vantagem para segundo colocado e com 25 pontos de desvantagem. Um problema de câmbio o atrapalhou durante todo o final de semana e o fez abandonar a disputa da corrida logo no início nas duas corridas. Aliado a isso Scott Dixon foi brilhante e conquistou uma vitória e um segundo lugar que o recolocaram na ponta do campeonato com larga vantagem para a etapa final em Fontana.

O destaque do final de semana ficou para o grave acidente sofrido por Dario Franchitti na última volta da Corrida 2 (3m40s do segundo vídeo). Ernesto Viso e Takuma Sato saíram ilesos, mas 13 espectadores e o escocês voador da Ganassi sofreram ferimentos. Franchitti sofreu uma concussão, fraturas em duas vértebras e uma fratura no tornozelo direito. Hoje o escocês passou por uma cirurgia para estabilizar o tornozelo, mas passa bem.





A etapa decisiva do campeonato acontece em Fontana no dia 19 de outubro.

Confira os 10 primeiros do campeonato da Indy:

25 maio 2013

10 grandes nomes do automobilismo que passaram pelo DTM

Quer saber o quê Dario Franchitti, os irmãos Schumacher, Walter Röhrhl, Keke Rosberg, Jean Alesi, Mika Hakkinen, David Coulthard, Heinz-Harald Frentzen e Tom Kristensen têm em comum? Todos eles passaram em algum momento de suas carreiras pelo DTM. Curiosamente, o vídeo produzido pela categoria mostra que a categoria é uma excelente formadora de pilotos, ou então, uma porta para a aposentadoria do automobilismo.



E aí vai um desafio para você leitor: Será que você consegue identificar qual piloto do atual grid da Fórmula 1 aparece aos 2m05s?

04 junho 2012

Perigo! Depressão na pista

Ultimamente a combinação EUA/Indy/Corrida de Rua não tem sido das melhores. No último ano, em Baltimore, houve problemas com o traçado que passava em cima do trilho do trem que cruza a cidade. Está feita a confusão.

Neste domingo o problema foi outro. O retorno da categoria para Detroit era organizado por Roger Penske, dono da equipe Penske. Durante boa parte do final de semana tudo aconteceu bem, mas durante a corrida um grave problema apareceu. O concreto foi remendado com asfalto, combinação nada boa. Nós curitibanos soubemos o quanto o concreto é volátil conforme a variação de temperatura acontece.

James Hinchcliffe e Takuma Sato foram as primeiras vítimas da combinação asfalto/concreto. Após bater Hinchcliffe abriu a sua lista de palavrões e soltou o verbo ao relatar o episódio para o seu time:



Horas mais tarde, pelo Twitter, o canadense pediu desculpas para os fãs pelas palavras elogiosas: “Sorry for the colourful language folks. Was a bit upset. Never been taken out by a track before. I'm just used to smooth roads in Hinchtown” (algo mais ou menos assim: “Me desculpem pelas palavras coloridas pessoal. Eu estava muito um pouco chateado. Nunca fui tirado de uma corrida pela pista. Eu só estou acostumado com ruas assim na minha cidade”). Acho que todos já o desculpamos, sabemos como a banda toca aqui no Brasil.

A corrida ficou parada para os reparos da pista por mais ou menos duas horas. As 90 voltas previstas foram reduzidas para 60 e depois disso a briga foi feia. As 15 voltas finais foram marcadas por três bandeiras amarelas e uma nova dobradinha da Ganassi.

O time do Sr. Chip Ganassi resolveu responder e nas duas corridas que venceu tratou de cravar duas dobradinhas, desta vez com Scott Dixon a frente de Dario Franchitti.

Entre os brasileiros, Rubens Barrichello abandonou no início da prova, Hélio Castroneves terminou em 17º após rodar e bater com Ed Carpenter e Tony Kanaan foi o melhor dos brazucas na corrida: 6º depois de partir de 18º.

O campeonato tem como líder o australiano Will Power. Completam o Top 5 Dixon, Castroneves, Franchitti e Hinchcliffe. Kanaan é o 9º e Barrichello o 13º. A próxima corrida é no sábado (9) no oval do Texas.

28 maio 2012

Indy 500 2012 (2)

As 500 milhas de Indianápolis tiveram um velho vencedor: pela terceira vez foi Dario Franchitti. O escocês viu Takuma Sato ser muito afobado e bater na última volta dando a vitória de graça para o atual tricampeão da categoria. Confira o resumo da corrida e muita atenção aos 8m50s de vídeo:



Tony Kanaan fez grande corrida e empolgou o Indianapolis Motor Speedway com a sua ultrapassagem sobre quatro adversários quando restavam pouco mais de dez voltas. Eu acredito que se Marco Andretti não bate o brasileiro teria melhores condições de brigar pela ponta nas voltas finais da corrida.

Rubens Barrichello não fez feio, mas também não fez nada de extraordinário. Já é grande coisa para quem fez a primeira corrida em oval, que se sabe que é muito mais difícil do que parece. Cada curva é diferente da outra apesar do desenho do circuito mostrar algo diferente. Hélio Castroneves correu abaixo do que era esperado para um piloto três vezes vencedor da Indy 500. Já Bia Figueiredo fazia boa prova até rodar e estragar a sua asa traseira.

Um destaque interessante. Se a Chevrolet dominou os treinos classificatórios para a corrida e venceu todas as corridas antes da Indy 500, a Honda igualou o jogo e demonstrou ter a melhor usina no oval de Indiana. No final das contas, os japoneses ficaram com a dobradinha na prova e igualou de carros com motores no Top 10: cinco motores da Honda contra cinco da Chevrolet.

Confira o resultado final da prova:
1) Dario Franchitti (ESC) [Chip Ganassi – Honda];
2) Scott Dixon (NZL) [Chip Ganassi – Honda];
3) Tony Kanaan (BRA) [KV – Chevrolet];
4) Oriol Servià (ESP) [Panther/Dreyer & Reinbold – Chevrolet];
5) Ryan Briscoe (AUS) [Penske – Chevrolet];
6) James Hinchcliffe (CAN) [Andretti – Chevrolet];
7) Justin Wilson (ING) [Dale Coyne – Honda];
8) Chalie Kimball (EUA) [Chip Ganassi – Honda];
9) Townsend Bell (EUA) [Sam Schimidt – Honda];
10) Hélio Castroneves (BRA) [Penske – Chevrolet];
11) Rubens Barrichello (BRA) [KV – Chevrolet];
23) Bia Figueiredo (BRA) [Andretti – Chevrolet].

05 novembro 2011

Indy pós-acidente

A Indy ainda tenta assimilar o que aconteceu em Las Vegas. A categoria tenta seguir sem maiores traumas. Por isso, os testes do novo chassi recomeçaram com o comando de Dario Franchitti e Tony Kanaan.

a Dallara confirmou a homenagem a Dan Wheldon e batizou o novo carro da Indy de DW12. Justa, já que foi o próprio Wheldon quem ajudou no início do desenvolvimento do novo bólido.

Will Power e Pippa Mann ainda se recuperam de lesões sofridas no acidente em Vegas.

Ainda acredito que a categoria precisa, pelo menos, começar a mostrar o que vai fazer para que o fato de Las Vegas não se repita. Já demorou para se apresentar algo de concreto além do novo chassi que já passava por desenvolvimento antes do acidente.

03 outubro 2011

Indy: Carpenter vence e Franchitti reassume a ponta do campeonato

Restando um prova Dario Franchitti reassumiu a ponta do campeonato após vários vacilos de Will Power na etapa de Kentucky.

A corrida teve a vitória de Ed Carpenter da pequena Sarah Fisher Racing. Essa foi a primeira da equipe e do piloto. O final foi emocionante.

19 agosto 2011

Indy em New Hampshire


A corrida de retorno da Indy a New Hampshire, no último domingo, foi uma confusão só. A chuva deu o tempero para a prova. Primeiro o início da corrida foi adiantado, depois a prova foi paralisada em duas oportunidades pela pista molhada e, por fim, uma relargada para deixar todo mundo louco.



Will Power ficou bravo porque Dario Franchitti já tinha abandonado e era a chance de colar no líder, a pista molhada acabou com as pretensões do carro 12. Oriol Servià quer ser declarado vencedor e, por fim, Michael Andretti ganhou com o carro de Ryan Hunter-Reay, mas teve prejuízos pelos acidentes causados pela chuva, só o vencedor escapou ileso da corrida entre os quatro carros da Andretti Autosport. Todo mundo que estava na pista durante a relargada reclamou da direção de prova que permitiu o reinício sem condições para uma corrida normal.

Final das contas a corrida será decidida no tapetão. Na segunda-feira (22) sai a decisão sobre o resultado final da corrida em Loudon.

Um resumão da corrida logo abaixo. Ainda teve os acidentes de Hélio Castroneves e Tony Kanaan:

12 julho 2011

Mais uma vez Dario



A corrida da Indy, no domingo, disputada em Toronto ganhou um tempero especial quando Dario Franchitti tocou Will Power e tirou qualquer chance de vitória do australiano. O tempo fechou de vez entre Penske e Ganassi que já não andavam muito amiguinhas.

Will Power terminou a etapa de Toronto acusando Dario Franchitti de ter sido desleal na disputa abaixo:



Eu acredito que o toque foi normal, coisa de corrida, mas como o tempo já andava meio nebuloso entre os dois times um toque assim é só um catalisador para uma confusão maior. Para complicar ainda mais a situação da Penske, Ryan Briscoe e Hélio Castroneves, companheiros de Power na Penske, foram os causadores de acidentes parecidos e não foram punidos.

Falando em Hélio Castroneves, o brasileiro fez uma corrida bem discreta e. Os meus destaques tupiniquins ficam para Vitor Meira,quinto, e Bia Figueiredo, 11ª colocada. Castroneves foi só o 17º enquanto Tony Kanaan abandonou logo na segunda volta após ser tocado por Ryan Briscoe.

Aguarde cenas do próximo capítulo porque esta novela da Indy só acaba no final do ano e pode ser extendida até o ano que vem.

18 junho 2011

Indy no Texas

As duas corridas foram muito boas e premiaram os melhores pilotos até o momento: Dario Franchitti e Will Power. O segundo venceu pela primeira vez em um oval.

As duas corridas tiveram poucas bandeiras amarelas, a segunda pelo que me lembro não teve, e fluíram muito bem sempre com boas brigas pela ponta contando com pelo menos três carros lá na frente.

A única ressalva é o grid para a segunda. Apesar de Tony Kanaan ter conquistado a pole no sorteio, concordo com o escocês Dario Franchitti que o sorteio não é muito bom. Para mim, o segundo grid teria que vir de uma inversão completa ou parcial do grid, eu ainda prefiro a completa.

13 outubro 2009

Franchitti campeão da Indy

O escocês voador nem precisou voar para faturar o segundo título da Fórmula Indy. Dario Franchitti usou muito bem da estratégia para chegar a vitória e conseqüentemente alcançar a taça de campeão.

A corrida começou com ele na ponta, mas a após dez voltas Scott Dixon e Ryan Briscoe mostraram que não iriam economizar nada para conquistarem a vitória da etapa de Miami. A situação do campeonato era simples: quem terminasse na frente era campeão. Com isso Briscoe e Dixon imprimiram um ritmo tão forte que obrigou Franchitti a acompanhá-los e fazer com que na metade da prova apenas os três estivessem na mesma volta, do quarto para baixo todos tinham tomado uma volta. Ritmo alucinante que obriga um maior consumo de combustível e também número maior de paradas.

Vendo este cenário um tanto quanto desconfortável se desenhando, Franchitti tirou o pé o suficiente para não tomar uma volta. Dixon e Briscoe continuaram acelerando, o que obrigou os dois a fazer um splash and go restando poucas voltas para o final. Uma parada em bandeira verde (por sinal a primeira vez que vejo uma corrida da Indy sem a presença de bandeiras amarelas) faz com que se perca uma volta em relação aos adversários.

Foi ai que o escocês usou a cabeça para vencer, coisa que só os maiores campeões são capazes de fazer. Como não acompanharia o ritmo de corrida de Dixon e Briscoe, Franchitti mudou a tática e resolveu diminuir o ritmo com o intuito de economizar combustível e evitar o splash and go no final. Está tática já tinha sido usada por Danica Patrick na etapa do Japão do ano passado e rendeu a primeira vitória a Mulher-Maravilha.

A tática funcionou e frustrou os adversários, a diferença que ele abriu com a parada para o reabastecimento de ambos foi suficiente para liderar a dez voltas finais e tomar vitória. Golpe parecido Dario Franchitti já tinha executado contra Scott Dixon em 2007. Durante meia corrida no oval de Chicago o escocês ficou colado na caixa de câmbio do neo-zelandês se aproveitando do vácuo gerado pelo carro da Ganassi. Depois aconteceu a bandeira amarela há poucas voltas do final e ninguém sabia a real situação de combustível da dupla. E a economia feita ficando no vácuo do adversário mostrou resultado e Franchitti chegava ao seu primeiro título.

Desta vez ele chegou em desvantagem na última prova da temporada e soube reverter com classe e estilo a situação desfavorável. Nem um ano correndo pela Nascar o fez perder a mão e mostrar que ainda é um dos melhores pilotos que a Fórmula Indy tem no momento.

Além do campeonato, Franchitti quebrou uma escrita que perdurava desde 2005. O vencedor da Indy 500 leva a taça no final do campeonato. Neste ano o vencedor das 500 milhas de Indianápolis foi Hélio Castroneves que mostrou uma pequena recuperação após o escândalo de sonegação fiscal, mas depois foi muito irregular durante a temporada.

Parabéns ao escocês voador que neste ano não precisou voar muito para conquistar o bicampeonato da Fórmula Indy.