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24 agosto 2017

Como a Sauber deve disputar a F1 em 2018?


O time de Hinwil está buscando recuperação após uma primeira metade de 2017 bem conturbada. Para isso já fechou contrato de motores que deve afetar a escolha dos pilotos da próxima temporada.

MOTOR
Depois de andar com os motores de 2016 da Ferrari nesta temporada, a Sauber chegou a fechar com a Honda para 2018 antes da demissão de Monisha Kaltenborn. Assim que a única mulher que chefiou uma equipe na história da Fórmula 1 foi demitida o contrato foi colocado em cheque pelas duas partes. Por fim, Frédéric Vasseur (ex-Renault) assumiu o comando do time e a Sauber acertou um novo contrato com a Ferrari.

Especulações indicam que o time deve ser uma equipe B da Ferrari abrigando os pilotos iniciantes da montadora em troca de um desconto nos valor das unidades de força. É aí que mora a dúvida para a dupla de pilotos.

PILOTOS
Logo de cara, o contrato com a Ferrari já ameaça demais a Pascal Wehrlein. O alemão é cria da Mercedes e só ficou na Sauber por uma possibilidade de negociação de fornecimento de motores entre as duas partes. Situação que não aconteceu e deve deixar o Wehrlein sem vaga para a próxima temporada mesmo sendo o responsável pelos pontos da Sauber na temporada.

O contrato com a Ferrari também coloca a permanência de Marcus Ericsson em cheque. Piloto pagante, Ericsson não está na Sauber apenas pelo "talento e o rostinho bonito". Nem mesmo o dinheiro poderia garantir o sueco na equipe para a próxima temporada. Hoje, Ericsson é junto com Jolyon Palmer um dos pilotos regulares que não pontuou na temporada.

Neste cenário entram Antonio Giovinazzi e Charles Leclerc. A dupla de pupilos da Ferrari é a aposta mais sólida para andar pela Sauber no próximo campeonato. Giovinazzi substituiu Wehrlein nas primeiras corridas do ano e também ao longo de toda a pré-temporada. Não fez feio e chamou a atenção de outras equipes da categoria mesmo sem pontuar.

Charles Leclerc domina com folga a temporada da Fórmula 2 e já é apontado como promessa para a Fórmula 1. O monegasco é apontado como favorito para ocupar a segunda vaga na Sauber na próxima temporada independente de quem esteja no outro carro.

Lembre-se que boa parte do que foi falado nesta postagem ainda não passa de mera especulação neste momento.

21 agosto 2017

Como a Ferrari deve disputar a F1 em 2018?


Fornecedora, a única preocupação para a Ferrari em 2018 são os pilotos. Mas em que sinuca entraram os italianos com o final dos contratos de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen?

PILOTOS
A escuderia tem como uma das prioridades segurar Vettel por mais que um ano, situação que não agrada o alemão que também quer opções para além de 2018. Hoje a indecisão na renovação de Vettel passa justamente pela duração do novo contrato com a Ferrari. Enquanto o time quer outro contrato de três anos, o piloto quer um contrato apenas para 2018. Alguns boatos indicam que Vettel já negocia com a Mercedes para 2019.

Kimi Raikkonen ainda tem que mostrar um bocado para conseguir mais uma renovação de um ano com os italianos. É na vaga do finlandês que surgem a maior quantidade de boatos. Uma das primeiras, e mais fracas neste momento, colocam Nico Rosberg no segundo carro italiano depois de um ano sabático. Uma situação que as equipes da Fórmula 1 tradicionalmente evitam é a de ter dois pilotos com a mesma nacionalidade para diversificar os patrocinadores.

As dúvidas dos dirigentes da Ferrari passam em uma possível promoção de Antonio Giovinazzi ou Charles Leclerc, vindos direto das categorias de base. Desses dois, Leclerc já sai como favorito, mas o caminho da dupla pode estar ligado a Sauber (assunto para os próximos posts).

Outros pilotos ligados aos boatos de ocupar uma vaga na Ferrari são Max Verstappen e Sergio Pérez. O mexicano reataria os laços que teve com a Ferrari no início da carreira. Na verdade, o piloto da Force India já é ligado à Ferrari faz alguns anos.

Max Verstappen também tem sido muito sondado pela Ferrari. O holandês da Red Bull anda muito insatisfeito com as constantes quebras das unidades de força da Renault que empurram os touros vermelhos e mesmo com contrato até o final de 2018, Verstappen é um dos nomes mais fortes nos boatos que envolvem o segundo cockpit da Ferrari.

[Atualizado 22/08/2017 às 09h] A Ferrari confirmou na manhã dessa terça-feira a renovação de contrato de Kimi Raikkonen até o final da temporada 2018. Esse será o quarto ano consecutivo do finlandês pela escuderia italiana.

Amanhã tem mais e os assuntos são Force India, Williams e McLaren.

Lembre-se que boa parte do que foi falado nesta postagem ainda não passa de mera especulação neste momento.

27 março 2017

F1 2017 - GP da Austrália - Vettel aproveita estratégia e desbanca Mercedes

Reprodução / YouTube / FORMULA 1
Vettel encerrou um jejum de mais de um ano sem vitórias
Sebastian Vettel desbancou o favoritismo da Mercedes e colocou a Ferrari no alto do pódio 552 dias depois da última vitória do time italiano e do piloto alemão, no GP de Cingapura de 2015. Com uma estratégia melhor que a Lewis Hamilton, Vettel assumiu a liderança após a única parada para troca de pneus da corrida. Valtteri Bottas completou o pódio e Felipe Massa terminou no sexto lugar.

Pouco mais de um ano e meio depois da última vitória, Vettel contou com o melhor aproveitamento dos pneus para ficar mais tempo na pista, usar mais os pneus ultramacios e voltar à frente de Lewis Hamilton. Essa primeira corrida também mostrou que a Ferrari tem um ritmo de corrida melhor que o da Mercedes e deve ser a grande pedra no sapato dos prateados.

E era justamente com isso que as flechas de prata não contavam. Lewis Hamilton adiantou a parada em pelo menos quatro voltas e ainda ficou preso atrás de Verstappen por algumas voltas, quando Vettel saiu dos pits o estrago já estava feito. A Mercedes entendeu que a partir de agora a tática tem que ser executada com perfeição, afinal de contas, o W08 não é tão superior aos adversários como os modelos anteriores eram. Para colaborar, Hamilton não mostrou ter um ritmo tão bom, principalmente no final da vida útil dos pneus. O inglês ficou sem aderência no final dos dois trechos de prova e permitiu quem vinha atrás aproximar-se perigosamente nesses momentos.

No final da prova foi a vez de Valtteri Bottas ser a dor de cabeça do tricampeão. O finlandês fez uma corrida no melhor estilo dele. Sempre com um ritmo bem sólido e sem cometer erros, Bottas cresceu principalmente nas voltas finais quando encostou em Hamilton, mas não chegou a ameaçá-lo de fato.

Kimi Raikkonen e Max Verstappen completaram o Top 5 da corrida, Felipe Massa terminou em sexto. Cada um desses fizeram o que puderam ao longo da prova. Nenhum dos três comprometeu, mas também não tiveram ritmos de corrida para escalar o grid. Massa ainda conquistou o sexto lugar na largada e conseguiu uma diferença suficiente para garantir-se com essa posição no final da corrida.

Destaque para a Toro Rosso e a Force India. Os times pontuaram com os dois carros e colocam-se como os melhores times do pelotão intermediário da temporada, pelo menos após essa primeira corrida. Sergio Pérez e Esteban Ocon, 7º e 10º respectivamente, somaram sete pontos para a Force India enquanto Carlos Sainz e Daniil Kvyat, 8º e 9º respectivamente, somaram seis pontos para a Toro Rosso.

Outro que merece uma atenção é Antonio Giovinazzi. O italiano vice-campeão da GP2 em 2016 substituiu Pascal Wehrlein e não fez feio. Na classificação, Giovinazzi foi o melhor entre os eliminados do Q1 e largou do 16º lugar. Na corrida fez o que pode com o carro da Sauber e ainda fechou no 12º lugar, o penúltimo entre os pilotos que encerraram a corrida.

O suplício da McLaren/Honda foi melhor que o esperado, mas ainda assim aconteceu. Primeiro com Stoffel Vandoorne e depois com Fernando Alonso. Vandoorne fez uma parada de quase 20 segundos para reiniciar o sistema do McLaren MCL32 que estava sem potência nas voltas iniciais. Alonso acabou abandonando por um problema na suspensão (segundo o rádio da equipe) no final da corrida.

Por sinal, foram sete quebras que geraram abandonos ao longo da corrida. Kevin Magnussen e Marcus Ericsson com problemas causados pelo acidente entre a dupla na terceira curva da corrida. Lance Stroll, Daniel Ricciardo, Jolyon Palmer e Romain Grosjean deixaram a corrida por problemas mecânicos. Esse último foi a grande decepção. O francês classificou em sexto e tinha de tudo para fazer uma grande corrida, mas o motor Ferrari deixou Grosjean no meio do caminho.

Twitter / Formula 1 (@F1)



Caso não consiga assistir a lista de vídeos incorporada acima, você pode vê-la clicando neste link aqui.

Twitter / Formula 1 (@F1)

A Ferrari e Sebastian Vettel são os líderes dos campeonatos da Fórmula 1. Os resultados da Austrália colocam o trio Ferrari/Vettel/Raikkonen como grande ameaça a coroa da Mercedes. Os atuais tricampeões dos campeonatos de pilotos e construtores terão que ser perfeitos para manter a supremacia estabelecida nos últimos anos.

A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da China entre os dias 07 e 09 de abril.

20 fevereiro 2017

Sauber C36

Site Oficial da Sauber
O novo C36 vem com uma nova pintura em comemoração aos 25 anos da Sauber
Site Oficial da Sauber
A Sauber deu a largada da semana de apresentações dos carros para a temporada 2017 da Fórmula 1. O time suíço revelou bem no início da manhã desta segunda-feira - pouco antes das 7h, no horário de Brasília - o novo C36. Além das alterações já esperadas por causa do novo regulamento aerodinâmico que a Fórmula 1 vai introduzir nesse ano - carro mais largo, asa traseira mais baixa e mais larga, asa dianteira em "V" e pneus maiores -, a pintura da Sauber também sofreu alterações em comemoração aos 25 anos da equipe na Fórmula 1 e também um pouco pela saída do Banco do Brasil. Agora a Sauber vai correr com um carro pintado em azul, branco, dourado e preto.

As principais mudanças do C36 em relação ao antecessor C35 são bem mais aparentes que as vistas, por exemplo, na Williams. O novo carro segue a tendência de ter uma barbatana na carenagem que faz a cobertura do motor. A parte traseira foi completamente remodelada, as entradas de ar laterais são ligeiramente menores e a entrada de ar no Santo Antônio está dividida ao meio. O bico mantém um espécie de "língua" um pouco menor que a do C35. Como também era esperado o novo C36 tem mais aletas aerodinâmicas.

Site Oficial da Sauber

Sem tantos patrocinadores, o time teve muitos espaços "vazios", ou em branco mesmo, na carenagem, tanto que a Sauber colcou no bico e na tampa do motor a frase "25 anos na Fórmula 1".

O time terá como pilotos titulares o sueco Marcus Ericsson e o alemão Pascal Wehrlein, substituindo o brasileiro Felipe Nasr. Na pré-temporada o time também vai contar com os serviços do italiano Antonio Giovinazzi, vice-campeão da GP2 Series em 2016, que vai correr no lugar de Wehrlein. O alemão foi vetado pelos médicos por causa do acidente sofrido na Race of Champions no final de janeiro e ainda segue como dúvida para o início da temporada na Austrália.

Uma situação que deve prejudicar o desempenho da Sauber em 2017 é o motor. Sem dinheiro para comprar as novas unidades da Ferrari, o time suíço vai correr essa temporada com as usinas de 2016 da fabricante italiana, mais baratas que os modelos atualizados. Por isso mesmo que a chegada de Wehrlein ao time foi vista como um espécie de acordo futuro do time com a Mercedes visando um acordo de fornecimento de motores.

O C36 deve ir para a pista pela primeira vez na quarta-feira quando será apresentado para a imprensa em Barcelona e a equipe fará as filmagens do novo carro no traçado espanhol.

28 novembro 2016

GP2 Series 2016 - Abu Dhabi - Gasly garante título após virada sobre Giovinazzi

Twitter / GP2 Series Official (@GP2_Official)
Gasly conquistou o título depois de vencer no sábado e terminar em 9º no domingo
Pierre Gasly conseguiu a virada ainda no sábado e apenas marcou Antonio Giovinazzi nesse domingo para conquistar o título inédito da GP2 Series. Depois da briga interna da Prema, Sergey Sirotkin fechou o campeonato de 2016 no terceiro lugar.

Na primeira corrida, Gasly começou bem cravando a pole e fez essa posição valer a pena logo de cara. O francês da Prema parou cedo e só não liderou toda a corrida porque outros pilotos apostaram em fazer a parada obrigatória nas voltas finais da corrida.

No final das paradas, Gasly retornou a ponta seguido por Nobuharu Matsushita e Artem Markelov. Esses resultados unidos a quinta posição de Giovinazzi garantia para Gasly a liderança do campeonato. Foi assim que o campeonato se desenhava para a última corrida.

Com a inversão do grid para a segunda corrida do final de semana, Giovinazzi largou à frente de Gasly, mas apenas a vitória interessava para o italiano. Sem tomar grandes ações durante a corrida, Giovinazzi encerrou a prova em sexto e Gasly em nono, situação que garantiu o título para o francês da Prema.

Na ponta da corrida, vitória de Alex Lynn, pole da corrida, venceu seguido por Johnny Cecotto e Sergey Sirotkin. Entre os ponteiros, pouca coisa mudou desde a largada em uma prova marcada por praticamente uma peregrinação até o final das 22 voltas previstas.

Gasly encerrou o campeonato com 219 pontos, Giovinazzi com 211 pontos e Sergey Sirotkin com 159 pontos. Raffaele Marciello (159 pontos) e Norman Nato (136 pontos) completaram o Top 5 do campeonato de Pilotos.

04 outubro 2016

GP2 Series - Malásia - Giovinazzi e Ghiotto vencem, mas campeonato segue embolado

Twitter / GP2 Series Official (@GP2_Official)
Giovinazzi sai em vantagem da Malásia na disputa pelo título com Pierre Gasly
Antonio Giovinazzi e Luca Ghiotto foram os vencedores de duas corridas extremamente equilibradas na etapa da Malásia da GP2. Os resultados colocaram Giovinazzi à frente de Pierre Gasly no campeonato e ainda mantém a briga pelo caneco bem apertada para a última etapa em Abu Dhabi.

A primeira corrida viu uma bela briga pela vitória nas voltas finais entre Giovinazzi e Sergey Sirotkin. O italiano da Prema vinha em segundo e se aproximando de Sirotkin até que a briga foi inevitável. O duelo foi de deixar qualquer um de boca aberta. Nas últimas voltas, o russo não resistiu a pressão de Giovinazzi e cedeu a vitória. A corrida terminou com Giovinazzi em primeiro, Sirotkin em segundo e o francês Norman Nato em terceiro. Em uma corrida desastrada, Gasly terminou apenas em 11º.

A segunda corrida já começava com Giovinazzi na ponta do campeonato. Em outra prova bem disputada a briga pelo pódio e a vitória foi mais apertada. Inicialmente Luca Ghiotto, Raffaele Marciello e Gustav Malja brigavam pela vitória. As duas Premas (Giovinazzi e Gasly) escalavam o grid em busca de um lugar no pódio.

Ghiotto assumiu a ponta com uma bela ultrapassagem sobre Marciello. Malja perdeu rendimento e permitiu as ultrapassagens de Gasly e Giovinazzi para fechar a corrida em quinto. Ghiotto ainda suportou a pressão de Marciello e venceu a prova. Gasly completou o pódio da corrida para descontar a diferença para o companheiro de equipe.

O campeonato da GP2 Series tem apenas uma etapa e sete pontos separando os líderes. Giovinazzi e Gasly são os únicos que vão disputar o título de pilotos na etapa de Abu Dhabi. Entre as equipes, a Prema conquistou o título por antecipação na Malásia sacramentando todo o domínio do time nessa temporada.

Reprodução / Site Oficial da GP2 Series
Campeonato após a etapa da Malásia
A etapa de Abu Dhabi acontece entre os dias 25 e 27 de novembro, na Marina de Yas.

28 agosto 2016

GP2 Series 2016 - Bélgica - Prema domina as ações e vence com seus dois pilotos em Spa

A equipe italiana Prema viveu um final de semana dos sonhos ao vencer com seus dois pilotos as duas corridas da GP2 Series em Spa-Francorchamps, na Bélgica. Sem sombra de dúvidas, os nomes da categoria no final de semana foram Pierre Gasly, pupilo da Red Bull, e Antonio Giovinazzi.

A pole era de Giovinazzi, mas o italiano não largou bem e permitiu que Gustav Malja assumisse a ponta seguido por Gasly. Malja e Pierre Gasly anteciparam a parada obrigatória para tentar garantir a vantagem no final da prova. Deu certo para o piloto da Prema que estava em primeiro quando todas os pilotos cumpriram seus pit stops obrigatórios. Com Gasly em primeiro, Jordan King e Alex Lynn completaram o pódio. Giovinazzi terminou apenas em sexto.

A segunda corrida foi diferente para Giovinazzi. O italiano largou bem e logo assumiu a ponta da corrida para não perder mais. Vitória de ponta a ponta. Completaram o pódio Gustav Malja e Luca Ghiotto. Dessa vez, Gasly terminou a corrida no quarto lugar.

Os resultados do final de semana ainda mantém Gasly como o favorito ao título restando apenas três etapas para o encerramento do campeonato (Itália, Malásia e Emirados Árabes Unidos). Gasly tem 146 pontos contra 129 de Giovinazzi e outros 120 de Raffaele Marciello.

A categoria acompanha a Fórmula 1 em Monza. Como de praxe a GP2 fará corridas no sábado (03/09) e no domingo (04/09).

31 julho 2016

GP2 Series - Alemanha - Sirotkin e Lynn vencem em final de semana marcado por briga acirrada no campeonato

Twitter / GP2 Series Official (@GP2_Official)
Sergey Sirotkin comemora a vitória na primeira corrida do final de semana
O final de semana da GP2 acompanhando a Fórmula 1 em Hockenheim foi dos mais agitados e cheio de emoção na briga pelo campeonato. Pierre Gasly, que era o então líder, sai da Alemanha empatado com o russo Sergey Sirotkin que conquistou dois pódios nesse final de semana.

Resultado da Corrida 1 na Alemanha
A corrida 1 do final de semana da GP2 foi marcada pelo equilíbrio já bem característico da categoria. Em uma corrida cheia de opções, o russo Sergey Sirotkin conseguiu se recuperar muito bem uma punição para chegar ao primeiro lugar nas voltas finais da corrida e vencer a prova mais longa do final de semana.

O italiano Lucas Ghiotto conseguiu terminar em segundo e Raffaele Marciello terminou em terceiro. A princípio Pierre Gasly havia terminado no último lugar do pódio, mas o extindo do carro do francês terminou vazio e a direção de prova acabou desclassificando o piloto da Prema Racing. Isso tudo permitiu que o russo Sirotkin encostasse na briga pelo caneco, na verdade, o mesmo aconteceu com os diversos adversário na briga pelo caneco.

Resultado da Corrida 2 na Alemanha
A corrida mais curta do final de semana foi menos agitada. A segunda prova da Alemanha viu Alex Lynn assumir a ponta já na largada e não perder mais. O pupilo da Williams garantiu a segunda vitória nessa temporada para tentar voltar ao Top 10 do campeonato. Hoje, Lynn é apenas o 12º e com onze pontos de atraso para Ghiotto, o décimo na temporada.

Sirotkin mais uma vez mostrou ter um bom desempenho e novamente com várias ultrapassagens alcançou o segundo lugar na corrida mais curta do final de semana. Arthur Pic foi outro que alcançou a última posição do pódio já nas voltas finais de corrida. Esse foi o primeiro pódio do irmão do ex-Fórmula 1 Charles Pic. Destaque para Gasly que terminou a corrida em sexto depois de ter largado em 20º devido a desclassificação da corrida do sábado.

Campeonato da GP2 após a Alemanha
O campeonato da GP2 Series agora ficou extremamente apertado. Os cinco primeiros estão separados por 14 pontos. Depois desse final de semana, Sirotkin e Gasly estão saindo de Hockenheim empatados em pontos, ambos com 113, mas o russo da ART Grand Prix é o líder por ter um terceiro lugar a mais que o pupilo da Red Bull. Marciello é o segundo com 11 pontos de desvantagem e é seguido bem de perto por Antonio Giovinazzi e Oliver Rowland.

Outras quatro etapas ainda estão programadas no calendário da GP2 Series e outros 176 pontos estão em disputa (44 por final de semana).

A categoria de entrada da Fórmula 1 também entra em férias nesse mês de agosto e só vai retorna com o final de semana do GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, entre os dias 26 e 28 de agosto.

22 junho 2016

GP2 Series 2016 - Azerbaijão - Giovinazzi varre etapa caótica de Baku

Twitter / GP2 Series Official (@GP2_Official)
Pódio da corrida 2 em Baku
Para não deixar passar esse final de semana, os comentários vão chegar com um pouquinho de atraso mesmo. Foi justamente com a GP2 Series que todas as preocupações do final de semana começaram em Baku, no Azerbaijão. A Fórmula 1 colocou um medinho, mas GP2 atingiu um nível gigantesco. Pra resumir, acidentes não faltaram.

Na primeira corrida um acidente envolvendo pelo menos oito carros logo na primeira curva, fora as várias bandeiras amarelas. Na segunda corrida, a bagunça da largada não aconteceu, mas foi substituída pelos vários toques que aconteceram nas relargadas. Esses acidentes diretamente ligados ao japonês Nobuharu Matsushita que fez vários brake tests nas relargadas da segunda corrida. Resultado? Matsushita foi suspenso da etapa da Áustria, a próxima da GP2, de forma bem justa, ao meu ver.

Campeoanto após Baku
Quem se deu muito bem foi o italiano Antonio Giovinazzi, da Prema Racing. O piloto do carro #20 venceu as duas corridas do final de semana e entrou na briga pelo caneco. Está certo que os resultados de Baku prejudicaram demais os líderes do campeonato, mas não podemos tirar o mérito de Giovinazzi.

Foi lá em 2012 que um piloto varreu um final de semana da GP2 Series pela última vez. Davide Valsecchi na primeira etapa do Bahrein daquele ano.

Sergey Sirotkin e Raffaele Marciello completaram o pódio da primeira corrida em que dez pilotos não completaram a prova, entre eles, Norman Nato, Artem Markelov, Pierre Gasly e Alex Lynn. Basicamente os ponteiros do campeonato até a primeira corrida.

Na segunda corrida, Gasly e Sirotkin completaram o Top 3. Como falei ali em cima, o quê chamou a atenção nessa corrida foram as relargadas bem conturbadas pela indecisão de Matsushita na hora da reaceleração.

O campeonato ficou bem interessante depois dessa etapa de Baku. Agora, 13 pontos separam os seis primeiros e tudo segue bem embolado para a etapa da Áustria, que acontece entre os dias 01 e 03 de julho. Não acredito que esse grupo formado por Markelov, Nato, Giovinazzi, Gasly, Marciello e Lynn tenha um favorito, mas aposto que as próximas corridas serão determinantes para mostrar quem está com moral nessa briga toda.